November 15th, 2007 — Relações Públicas
Depois do post sobre RSS, a tal versão digital da aspirina. Chega o paracetamol dos links!
Os serviços de social bookmarking servem para guardar e partilhar os links que temos nos nossos favoritos. O mais conhecido é o site del.icio.us para uma versão nacional temos o tags do sapo e o fa.voritos.com
Segue de seguida o video do costume, que ilustra melhor do que eu alguma vez poderia explicar.
November 5th, 2007 — Relações Públicas
A Computer World apresenta uma notícia com o seguinte titulo: A Web 2.0 será inevitável nas empresas.De facto, é um bocadinho óbvio. As empresas seguem a evolução da tecnologia e estão sempre a enfrentar questões relacionadas com a comunicação interna.
A questão é, como é que as tecnologias de web 2.0 se vão inserir nos processos de comunicação que já existem? Nos jornais, algumas redacções usam wikis para partilhar informação sobre alguns temas mais constantes. Há empresas com muitos funcionários que recorrem a redes sociais rudimentares, outras optam por directórios mais estáticos. E mesmo que o uso de feeds RSS não esteja dinamizado, os funcionários têm acesso a leitores de RSS.
O desenvolvimento destas aplicações pode mesmo deixar de caber ao departamento de TI, avançam os especialistas. Esta evolução possibilitará às equipas focalizarem-se em projectos mais ambiciosos para as operações de negócio em geral, em vez de direccionadas para as necessidades de grupos de trabalho individualizados.
O departamento de TI terá sempre o seu papel. Mas é importante que a aplicação destas ferramentas fique a cargo de alguém capaz de identificar os processos de comunicação da empresa. Cada funcionário terá a sua forma própria de comunicar, recolher e processar informação. Todos terão niveis diferentes de literacia informática.
Por isso a aplicação da tecnologia típica da web 2.0 tem de alinhar vários factores:
- Os objectivos da organização;
- A forma pessoal de comunicar dos funcionários;
- Os métodos de recolha e processamento de informação;
Só então podemos escolher as plataformas de comunicação. Podem ser blogs integrados com wikis ou mesmo com a função de sms do twitter. Por isso é que o RSS se torna tão importante. Porque facilita o uso da mesma informação por várias plataformas.
Link alternativo para o artigo: http://www.elojas.com.pt/noticias/web-20-sera-inevitavel-nas-empresas
October 29th, 2007 — Comunidades, Relações Públicas
Há uns tempos mostraram-me o geek office slang. Onde se pode ler a descrição de Alpha geek.
Alpha Geek: The most knowledgeable, technically proficient person in an office or work group. “I dunno, ask Rick. He’s our alpha geek.”
Não discordo completamente. Mas não gosto da forma como o termo é usado. Nós ainda pensamos no geek como “o gajo dos computadores” e isso induz em erro.
Hoje em dia o geek já não se limita à tecnologia, nem nunca se limitou se pensarmos no assunto. E é importante ter isso em conta dada a influência que o nicho geek tem em toda a blogosfera.
O geek de hoje em dia interessa-se por vários assuntos, defende princípios de ética derivados do conceito de open source. São geralmente os primeiros a experimentar os novos canais de comunicação e a aplicar tecnologia de ponta no dia a dia.
E enquanto nós estamos a atingir o pico da web 2.0, o geek já é 2.9. Já está a tentar descobrir o que se segue e a preparar as bases de uma web de aplicações, informação fluida e tecnologia fácil de usar.
Neste contexto, a Maria João é geek, o Marco é geek, o Benjamin e o Pedro Cavaco, e o António Dias são todos geeks. E se repararem, não é por escreverem só sobre computadores. Abordam todo o tipo de temas e se formos ver, partilham poucas características. Sabem usar bem o computador e têm um blog. Não há mais nenhuma que eu me lembre…
A web é feita de nichos, de grupos que partilham ideias, valores e interesses. Mas esses grupos também mudam. Se queremos comunicar com alguém deste ou de outro nicho, devemos ter em atenção estas características colectivas e a forma como mudam. Sem nunca esquecer que cada individuo é diferente na forma como participa de um grupo.
E sim, eu sou geek. Mas da próxima vez que me derem a novidade, evitem gaguejar ao ouvir: “porquê?”.
September 11th, 2007 — Comunicação Social, Relações Públicas, Web e Tecnologia
A base da chamada web 2.0 é a ideia de que toda a gente pode contribuir para os conteúdos que já existem e até criar novos. Esses conteúdos são tudo, desde fotografias, música, texto ou multimédia. Consoante os temas e os conteúdos em causa, formam-se comunidades, geram-se diálogos e a figura do editor e do gatekeeper perde força. A qualidade dos conteúdos é regulada pela comunidade.Questões como a escolha de produtos e serviços também se tornaram razão para debate e diálogo alargado. Comparamos preços e produtos, trocamos experiência e conhecimento a respeito das empresas. E foi aqui que o marketing começou a perder terreno para as relações públicas.
A diferença entre conversar com um vendedor e um cliente é óbvia. Geralmente identificamo-nos mais com o cliente e atribuimos-lhe um papel mais imparcial. Do vendedor esperamos que ele tente defender a qualidade do produto e justificar o preço. Além do mais, o vendedor nem sempre tem conhecimento de causa. Pode ter vendido várias unidades do produto e nunca o ter usado.
Isto passou-se durante muito tempo, quando a Rede ainda era jovem. O marketing tinha o seu campo garantido porque lida com as questões de posicionamento do produto, redes de distribuição, locais de venda, preço…
Neste novo clima de diálogo constante as relações públicas sairam dos bastidores. Tornaram-se mais importantes na decisão de compra. Entre as suas várias funções, as Relações públicas ocupam-se da imagem que a empresa e os produtos têm nos meios de comunicação, garantem que a informação que existe sobre os produtos é a correcta e ocupam-se de uma série de questões ligadas ao serviço pós venda.
Quando a Matell enfrentou uma crise criada pelo uso de tinta com chumbo no fabrico de brinquedos, foi necessário lançar uma comunicação sólida sobre o sucedido. Nos casos em que isso não aconteceu, a informação deflagrou pela web impulsionada por todos os que contribuem diariamente para a web 2.0.
Enquanto que o Marketing se ocupa mais das questões práticas, as relações públicas sempre tiveram o seu foco na comunicação. Entre as pessoas e com as pessoas. O novo perfil do consumidor tem uma preocupação maior com essas questões. Quer conhecer as empresas, os produtos e serviços. Para isso não se concentra nas mensagens que recebe da organização, que considera parciais à partida. Em vez disso dá mais importância ao que conhece de outros clientes, ao que lê nos jornais e à restante informação que lhe chegue de terceiros. Geralmente mais imparciais que os vendedores ou os marketeers.
Laura Ries soube sintetizar esta ideia muito bem quando defendeu as relações públicas em oposição ao marketing viral.
I am not passing on a self-serving message from a company. I am passing along an endorsement by the Wall Street Journal about a product. Big difference.
É frequente ouvir dizer que as empresas devem mudar o seu foco de atenção, do produto para o cliente.
Da mesma forma, o cliente mudou o seu foco de atenção. Concentra-se na mensagem que lhe chega da comunidade dá menos atenção ao que lhe diz o marketing e a publicidade.
August 27th, 2007 — Relações Públicas
Como rede social para profissionais, nada bate o linkedin. Mas a Melcrum’s Communicators’ Network tem alguns pontos a favor.
Quem me deu a conhecer esta rede foi o João Duarte, do PRconversations.com, um blog colectivo sobre Relações Públicas.
O linkedin e a Communicators’ Network têm modelos de funcionamento diferentes. O primeiro tem um fim comercial mais directo, é gratuito mas apoia-se na oferta de contas de utilizador pagas, com mais liberdade de acção. Já a Communicators’ Network é totalmente gratuita, tem como objectivo secundário dar a conhecer o grupo Melcrum.
Como rede social, o Linkedin mostra-nos aquilo em que a web se tornou. Tem o design característico da web 2.0, oferece uma página de perfil com uma morada personalizada e até uma extensão para o firefox. Aproveita o valor dos seus membros através do Linkedin-Answers e tem opções de pesquisa bastante boas.
Por sua vez a Melcrum mostra-se mais institucional. Tem as funções essenciais para ser considerada uma rede social, mas curiosamente não encontrei local para indicar o meu website. Da mesma forma, possui um módulo de blog mas não tem Feeds RSS.
O valor da Communicators’ Network está em pertencer a um nicho, ao contrário do Linkedin que é mais abrangente. Não deixo é de sentir que podia ser aproveitado melhor, tanto o nicho como a communicators’ network.
August 7th, 2007 — Relações Públicas
Pelo menos é com essa ideia que fiquei. Primeiro foi uma referência a Guy Kawasaki, depois um post intitulado Marketing 2.0.
Curiosamente, as ideias expostas no segundo post estão no Livro Buzzmarketing. Que tem um prefácio escrito por … Guy Kawasaki.
Não concordo é com o título. Marketing 2.0 ? Marketing refere-se ao mercado, e as recomendações que David Bosshart faz estão mais ligadas a Relações Públicas. Porque cultivam o diálogo e a participação da comunidade.
Isto fez-me perceber que se calhar devia ter feito um artigo de introdução à web 2.0 há muito tempo. Felizmente o tema já foi abordado aqui antes. Tivemos uma série de contributos para a definição de web 2.0, e outro artigo falou de cinco tendências para a web 2.0.
Outro artigo que se tornou interessante mostrou como promover uma ideia junto de uma comunidade, através de relações públicas.
Como a web 2.0 afecta a nossa vida em sociedade, escrevi há pouco tempo uma série de artigos sobre os blogs e a nova era de relações públicas (ou a era da web 2.0, como acharem melhor). Tudo isto porque acho que os hábitos de leitura se estão a alterar. A figura do gatekeeper começa a morrer, ou pelo menos a transformar-se completamente.
Por essas razões começa a surgir a necessidade de novos press release, mais focados na web 2.0.
Mas ainda estou a tentar descobrir onde é que eu estava com a cabeça para não fazer um post intitulado “A web 2.0″. Tenho de começar a prestar mais atenção…