October 24th, 2007 — Relações Públicas
Tenho visto várias empresas a manifestar uma preocupação com o ambiente. Recentemente reparei numa noticia sobre empresas de IT que se uniram nesse sentido.
O publico alvo destas empresas é constituido pelos quadros mais elevados de administração. Aqueles que decidem adquirir ou não um determinado serviço de outsourcing.
No entanto essa postura parece demasiado focada nesse público alvo. Surge nas publicações que esse público lê, é apresentada em propostas de serviços, faz parte de alguma comunicação interna. Mas em geral são uma série de medidas muito tímidas do ponto de vista da comunicação.
Se o objectivo são as vendas, acho que essa postura deve ser bem assumida e dirigida a todos os stakeholders, não apenas ao público alvo.
As formas de o fazer até são bastante simples. Podemos dedicar uma secção do website a apresentar a nossa postura de responsabilidade social e defesa do ambiente. Ou podemos mesmo ir mais longe e criar uma canal de comunicação completamente novo com o objectivo de envolver os stakeholders.
Um blog pode ser usado com este fim. Mas é fácil ir mais longe e usar outros canais de comunicação. O truque será sempre conseguir criar sinergia entre os canais de comunicação que já existem e o novo. Seja re-publicando conteúdos de uma newsletter interna, adaptando os comunicados internos para publicar no blog, ou até envolvendo a comunidade na partilha de videos, dicas e truques para ajudar o ambiente.
O perigo desta atitude surge se não for apoiada por acções concretas. Não podemos afirmar ser uma empresa ecológica se desperdiçarmos energia, ou se não reciclarmos.
Ou seja, se o público interno não apoia com actos nem dá continuidade à mensagem, a postura ecológica cai por terra. Mas se a postura ecológica for sólida e bem apoiada por todos os níveis da organização, facilmente a moda verde se torna hábito.
October 16th, 2007 — Relações Públicas
Por vezes não temos a oportunidade de colocar inquéritos e realizar entrevistas para identificar os públicos com que lidamos.Isso pode acontecer porque o contacto com o público é feito através de um canal pouco habitual. Pode ser através do telefone, por e-mail ou através de um website.
Foi assim que começou o artigo sobre stakeholders. Mas ficou uma pergunta por responder.
Então como é que podemos identificar os nossos stakeholders?
Para começar é preciso compreender bem a organização, os objectivos e o contexto em que se insere. Basta isso para termos uma visão inicial dos stakeholders e começarmos a focar cada vez mais a imagem que temos deles.
Cada gabinete ou departamento terá os seus stakeholders e podemos identificá-los ao observar os diferentes processos desse departamento. Mas os processos nem sempre contemplam toda a comunicação.
Por isso outro passo é identificar os pedidos de comunicação que o departamento recebe e para os quais não tem resposta prevista.
October 9th, 2007 — Relações Públicas
Por vezes não temos a oportunidade de colocar inquéritos e realizar entrevistas para identificar os públicos com que lidamos.Isso pode acontecer porque o contacto com o público é feito através de um canal pouco habitual. Pode ser através do telefone, por e-mail ou através de um website.
Mas quando isso acontece, torna-se ainda mais importante perceber com que publico estamos a lidar. É importante entender o que o publico procura para facilitar ao máximo o processo de comunicação.
Sejam internos ou externos, estes públicos são stakeholders e dividem-se em várias categorias. Conforme o contexto em que a organização se insere.
Ao criar uma descrição pormenorizada destes públicos conseguimos perceber quais são os mais importantes para a organização. Tendo em conta que o valor de cada grupo de stakeholders não está relacionado com o seu número, mas com o seu papel num determinado contexto.
Neste processo, o papel das relações públicas passa por identificar os objectivos dos stakeholders e tentar alinhá-los com os objectivos da organização.
Nos tempos que correm temos visto os stakeholders a fazer uma série de exigências às organizações. Querem organizações transparentes, responsáveis e com quem consigam comunicar com facilidade.
Algumas organizações aperceberam-se desta necessidade e começam a investir na criação de canais de comunicação. Esses canais podem ser gabinetes de comunicação, Desks de call center, ou procedimentos para responder a e-mails ou telefonemas. O importante é que a comunicação não se perca e o remetente se sinta ouvido.
August 27th, 2007 — Relações Públicas
O link chegou-me por um post no apdeites. O grupo responsável por destruir parte de uma plantação de transgénicos possui um blog na morada : http://eufemia.ecobytes.net/
O blog começou por ser usado para enviar um comunicado de imprensa antes da acção de desobediência civil, e agora tem vindo a mostrar as reacções na imprensa.
Como mecanismo de comunicação o blog podia ser aproveitado melhor. Para começar a única página adicional limita-se a definir o Movimento Verde Eufémia:
Não somos uma organização, mas apenas um grupo de cidadãos politicamente activos que simbolicamente mostraram o seu descontentamento perante à impassividade das autoridades competentes em evitar a contaminação transgénica. Esperamos que o debate acerca da ameaça que os OGM constituem para a saúde, sociedade e ambiente seja finalmente aberto e alargado a toda a sociedade portuguesa.
Estamos contactáveis através do nosso e-mail: verde.eufemia@hush.com
Há uma série de pontos que este blog podia abordar e não aborda. Podia tornar-se num centro de informação sobre a legislação de produtos transgénicos em Portugal. Em vez disso tenta incentivar a destruição de mais colheitas por outros cidadãos.
O segundo comunicado apresentado mostra as razões pelas quais estes cidadãos se organizaram. Mas no blog podiam ter-se criado páginas adicionais para responder a algumas perguntas básicas:
- O que são produtos transgénicos ?
- Que beneficios trazem e com que contrapartidas ?
- Qual é a legislação em vigor para os produtos transgénicos em Portugal ?
Curiosamente, o segundo comunicado está rico em informação, mas as fontes são apresentadas sem link.
July 30th, 2007 — Relações Públicas
Uma notícia da Meios e Publicidade começa com:
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, afirmou ontem que os profissionais das agências de comunicação devem ter um acesso ao Parlamento semelhante ao dos cidadãos.”Há questões jurídicas que levam a não estender automaticamente aos funcionários destas empresas as condições de acesso permanente reservadas aos jornalistas parlamentares”
Fui apanhado de surpresa. Porque é que eu como cidadão não tenho as mesmas condições de acesso que um jornalista ? E quais são exactamente as diferenças nesse acesso?
Luis Paixão Martins tem vindo a representar a sua empresa, a LPM Comunicação, no que diz respeito à legislação dos Lobbies. Chegou a abordar o tema no seu blog.
O primeiro comentário a esta notícia, escrito por Sérgio Antunes, mostra logo a imagem que as agências de comunicação têm ao praticar lobbying.
(…)Já essas empresas tem como único objectivo fazer propaganda, marketing e publicidade e até conseguir dar a volta a alguns deputados com o objectivo de obter benefícios para os lobbies das empresas que representam!
Quer seja legislada ou não, as pessoas deviam ser informadas do que é exactamente o lobbying. No meu caso, sei que se trata da comunicação entre políticos e stakeholders/grupos de pressão, mas tenho uma série de dúvidas.
August 25th, 2006 — Relações Públicas, Spotlight
O contributo das Relações Públicas
A responsabilidade social das empresas pode ser sintetizada como a empatia das organizações para com todos os stakeholders. No entanto esta é uma área muito vasta que envolve todos os públicos com quem a Empresa lida: os fornecedores, os clientes, a comunidade onde se insere e os trabalhadores entre outros.
Claudia Vau é consultora de comunicação e autora do livro “As Relações Públicas na Responsabilidade Social das Empresas“. No seu blog aborda novamente o tema com alguns casos práticos, informação de eventos e notícias que se relacionam com o clima de RSE em Portugal.
O livro ainda não li, mas o blog é uma visita obrigatória.