June 2nd, 2007 — Blogging, Comunicação Social, Relações Públicas
Estava a ler um blog através do google reader, e percebi o que devia ter sido óbvio. O blog em causa só envia para o google reader o primeiro parágrafo do post.
Geralmente, quando fazemos isto, incluímos um link que diz qualquer coisa como “ler mais…”. Não é o caso, e eu passava os olhos pelo texto e seguia em frente.
No relações públicas, também houve uma altura em que eu só colocava na feed rss (enviada para o tal google reader) o primeiro parágrafo. Quando pedi feedback aos leitores, o Sérgio Rebelo disse o seguinte:
Acho que os teus artigos puxam os comentários, pelo menos a mim puxam, mas se calhar é porque me OBRIGAS a vir aqui e não me deixas ler o artigo completo no Google Reader (antes era o Bloglines). Pois… isso é o que eu não gosto no teu blog. Não publicas a feed com o artigo completo, mas se calhar resulta, como já disse, em mais comentários.
A ideia era essa, mas o que se passou foi o oposto. Tenho mais comentários e impressões de página agora, porque envio o conteúdo completo para o google reader.
Há casos em que o site nem envia o primeiro parágrafo ao google reader. Em vez disso envia só o titulo do artigo. Um caso curioso, subscrevi há tempos à feed do observatório de imprensa, mas ainda estou para entender a razão de ser daquela feed rss.
Hoje em dia só vejo duas razões para não enviar o conteúdo completo ao google reader. Ou temos publicidade no site, ou então queremos proteger os artigos do plágio.
March 16th, 2007 — Blogging
Este post vem directamente do Bitaites, onde não se gosta de feeds.
Eu entendo muito bem a perspectiva que o post explica, mas há blogs que nem vale a pena ler através do firefox ou do internet explorer.
(Para quem está de fora, uma RSS Feed é uma forma de enviar os nossos posts aos leitores a partir do momento em que são publicados. Sem que o leitor tenha de visitar o nosso site.)
O que o Marco diz no Bitaites é que gosta de apreciar os blogs como um bom café. Com calma, paciência e aproveitando todo o design e outras opções do blog. Através da feed só recebemos mesmo o texto e algumas imagens que o acompanham.
Eu digo que depende. Há blogs que leio só pela feed, outros que visito de imediato para ler com calma e ver logo os comentários. E há outros blogs que eu “vou lendo”. Passo os olhos pelos títulos, vejo se tem algum interesse e passo à frente. Outros marco para ler mais tarde com calma.
Os Blogs Não São Todos Iguais
Há blogs que foram feitos mesmo para ser veiculo de uma feed rss. São comunicados de imprensa, novidades, promoções ou outro género de informação de consumo rápido. (Blogs fast-feed?).
Na minha lista de blogs favoritos tenho uns quantos que caem nessa categoria. A bd diária do dilbert, o indexed e até o lifehacker. Para este último, passo os olhos pelas novidades e marco os posts que quero ler mais tarde e com mais atenção.
A questão final para os bloggers é muito simples “que tipo de blog é que eu quero ter?”. Se vamos criar informação de consumo rápido não há mal nenhum disso, desde que seja uma postura assumida.
March 2nd, 2007 — Relações Públicas, Web e Tecnologia
A Associação Pró-Ordems dos Psicólogos (APOP) é a organização que se esforça por implementar uma Ordem dos Psicólogos em Portugal. Recentemente decidiram remodelar o website.
Só por si, a alteração de um design é algo habitual e que se deve motivar. As novidades aqui estão em dois campos. Primeiro, o forum tem um destaque maior. (Não vou comentar os conteúdos deste porque não me registei).
Mais importante ainda… Reparei que este novo website tem uma feed rss. Em sintese, uma feed rss é uma tecnologia que permite receber todas as actualizações de um website sem ter de o visitar todos os dias.
Torna-se especialmente útil para uma associação com o tamanho da APOP. Não só se pode manter os sócios informados, como ainda é possível distribuir as novidades por outros públicos interessados. Não nos podemos esquecer que os bloggers e (espero eu) os jornalistas dão muito uso às feeds RSS.
[Em nome da imparcialidade, acho importante mencionar que conheço pessoas ligadas ao projecto da APOP, mas não tive papel algum na concepção do site. ]