July 9th, 2008 — Relações Públicas
Para quem segue o blog talvez não fosse preciso mencionar que é o mestrado onde estou inscrito. Foi a razão de ter deixado o blog tanto tempo sem novidades.
E de facto foi algo que me exigiu bastante dedicação, mas não me arrependo de nada. Acho que os membros da turma não podiam ter sido escolhidos melhor; e que as aulas nos deram muito mais do que matéria para estudar.
Além disso, também tive a oportunidade de montar um blog para a turma. Algo que me ensinou bastante sobre como montar e gerir um blog interno. Como se não bastasse, ainda resultou na criação de um blog para uma turma de Relações Públicas em Cabo Verde e na chance de ter o professor David Phillips como orientador da minha Tese de Mestrado… Foi um ano em cheio!
Tenho recebido emails a perguntar pelo mestrado, por isso acho que faz todo o sentido dizer-vos que já se podem inscrever se estiverem interessados.
Para aqueles que ainda não conhecem, podem encontrar mais informação no website da Escola Superior de Comunicação Social.
No entanto acho que a informação “oficial” não faz justiça ao mestrado. Além dos docentes da ESCS cujo currículo fala por si, também são convidados outros professores para seminários de 10 horas. Neste primeiro ano, os convidados foram:
Para qualquer dúvida podem deixar um comentário ou enviar e-mail que não me custa nada ajudar no que puder. Se preferirem, os contactos oficiais são os seguintes:

July 8th, 2008 — Relações Públicas
Colocaram-se algumas questões sobre o défice de atenção na conferência da Internacional Academy of Business Disciplines em Salamanca que decorreu de 18 a 21 de Junho (2008).
Em suma, refere-se ao facto de a tecnologia permitir tantas fontes de informação e formas de comunicação que as pessoas se sentem pressionadas, chegam mesmo a perder o controlo e a entrar em estados de ansiedade. A isto junta-se a pressão das empresas em ter funcionários produtivos.
Num comentário mencionei a ideia de geek 2.0: alguém que se concentra em formas de a usar a tecnologia para tornar a vida mais fácil. O blogger que conheço que mais se aproxima desta ideia é o Ricardo do blog NaWeb2. Ele consegue gerir mais de 1400 feeds rss.
Mas é preciso ter em conta que não temos todos os mesmos níveis de literacia informática. Algumas pessoas limitam os seus conhecimentos à utilização das aplicações do Office.
E o que é que isto tem a ver com relações públicas? Simples, se queremos entrar num diálogo com alguém precisamos de saber a que tipo de pressões a pessoa está sujeita, de que modo procura informação e quais são as fontes mais influentes. Além disso, conforme a pessoa se aproxima ou afasta de um estereótipo de Geek - 2.0 ou mais tradicional - melhor compreendemos a sua forma de funcionar, procurar e processar informação.
Isto também obriga a um esforço adicional dos profissionais de comunicação que queiram realizar acções online. Têm de conseguir acompanhar vários blogs, usar as mesmas ferramentas que os bloggers e acompanhar o diálogo que surge mesmo quando não se relaciona com os seus objectivos.
A esses profissionais é pedido que tenham a capacidade de processar informação em tempo real. E isso implica estratégias de captura de informação, processamento e tomada de decisão.
May 6th, 2008 — Relações Públicas, seo
A pergunta vem do blog Marketing de Busca. Quando ia responder, a primeira ideia que me surgiu foi a de escrever para várias audiências. À semelhança do que diz este post do Copyblogger:
When writing headlines for an article there are three different kinds of readers that you can optimize for:
- You can write for regular readers.
- You can write for search engines.
- You can write for socially driven sites.
O ambito do artigo é muito reduzido, numa abordagem mais alargada eu diria que se escreve para leitores ocasionais, leitores regulares e motores de busca. E para os três é preciso uma estratégia de comunicação que transmita ao mesmo tempo os valores da empresa, a cultura e os objectivos especificos da página.
Na perspectiva do Muhammad Saleem do copyblogger no artigo que citei prefere referir-se a motores de busca, leitores regulares e sites de social media. Esta abordagem foca-se no aumento de pageviews ou de leitores. E nem sempre é isso que se pretende com optimização para motores de busca. Podemos simplesmente querer tornar o nosso site mais relevante nos termos de pesquisa que nos trazem mais vendas, sem que isso implique um aumento de visitantes. Apenas um aumento de visitantes mais relevantes para o nosso website.
Optimizar o código por si só é fácil, qualquer pessoa o faz. Mas um profissional de optimização vai conseguir aproveitar ao máximo toda a estratégia e saber medi-la. O que me abriu os olhos para este detalhe foi um artigo de Andrew Chen no blog Futuristic Play.
The idea is to separate out different parts of SEO. You have 3 components:
- Methods (do X not Y, do A not B)
- Performance dashboard (our # of pages crawled is X, let’s get it to Y)
- A/B testing
So generically, you basically have the actual experiment you are running - like whether or not a change you make to the site helps - and then an experimental framework that helps validate what is happening.
As a result, you end up breaking down a performance dashboard that has variables like:
- Number of pages crawled
- Number of pages indexed (3 Main Engines)
- Number of days X % of the pages survive in Google from first full crawl to deindex (What I call ‘Burn Rate’)
- Indexing methods used
- Uniques
- Page views
- Clicks
- Revenue
(quoted from SEOIdiot)
Em conjunto com um relações públicas, SEO torna-se uma estratégia com retorno continuo. Mesmo quando não aumenta o número de visitas, uma estratégia de relações públicas online apoiada em SEO garante que o nosso site está nos locais onde é mais relevante. Geralmente, as relaçoes públicas vão apoiar a estratégia de SEO na area de off site e na produção de conteúdos.
Uma estratégia de Relação Públicas online e off site não significa comprar links, fazer publicidade em sites ou aplicar qualquer outra táctica que se concentra no aumento de pageviews. Trata-se de procurar bloggers, jornais online, forums e outras comunidades e descobrir formas de beneficiar as duas partes. Desta forma pode-se ganhar links verdadeiramente relevantes para o nosso site.
Mas para mim a optimização para motores de busca não termina aqui. Há uma altura em que a optimização para motores de busca e os valores da empresa se vão cruzar.
Uma empresa pode adoptar valores como a protecção do ambiente ou a remuneração justa dos seus colaboradores e funcionários. Esses valores serão demonstrados no website obviamente, mas ao mesmo tempo a empresa pode ter de efectuar uma série de despedimentos, ou ter o mercado automóvel como area de negócio. Como é que vamos enquadrar essa informação com o resto do website? É uma questão que pode ser respondida através de técnicas de SEO.
SEO também entra em jogo na gestão da reputação. Neste campo, o que se pretende é que a informação que os motores de busca apresentam primeiro, é aquela que melhor transmite os nossos valores. Seja a um empregador, parceiro de negócios ou possível cliente.
Portanto, o que é para mim optimizar para motores de busca? É relações públicas online. Podia continuar este post com mais detalhes e falar de mais coisas. Como a análise semântica de websites, a monitorização dos diálogos online e uma série de outras áreas. Mas prefiro deixar isso para outra altura. No entanto, e se chegaram a este ponto do texto, por favor deixem um comentário com as perguntas que possam ter. Terei todo o gosto em tentar dar-vos a melhor resposta possível.
April 18th, 2008 — Livros, Relações Públicas
Já não é segredo que o livro As Novas Regras de Marketing e Relações Públicas vai ser lançado dia 8 de Maio pela Ideias de Ler.
A novidade é que os leitores do Relações Públicas vão poder ganhar um exemplar. Foi uma sugestão da própria Ideias de Ler, através do Rui Couceiro. Assim que tudo estiver acertado darei mais detalhes sobre o sorteio.
Mas quanto ao livro, está na lista dos que quero ler para preparar a tese de mestrado.
E no blog do autor há uma citação interessante:
I say that the old rules of marketing & PR were that you either had to buy expensive advertising or beg the media to write about you. Prior to the Web, there weren’t other significant ways to get noticed. The Web has changed the rules. The new rules of marketing & PR are that you can bypass the gatekeepers and publish your own content online in the form of content-rich Web sites, blogs, YouTube videos, photos, ebooks and the like and reach buyers directly.
Gosto da abordagem que a Ideias de Ler está a usar. Optaram por seguir as ideias do livro e arriscar divulgar o mesmo pelos blogs e estão a preparar um blog sobre o livro em http://novasregras.ideiasdeler.pt
April 16th, 2008 — Relações Públicas, agências
Segundo a Flávia, este tema apenas foi comentado nas conversas da Unicer.

E a razão para isso é compreensível, é algo que ainda não foi pensado pelas agências de Relações Públicas.
Mas vamos desmontar a questão. No passado, as agências de relações públicas só tinham de comunicar com Jornalistas e outros empresários ou profissionais de comunicação. Com a web 2.0 isso mudou.
Hoje em dias as agências de comunicação têm de comunicar com bloggers de nicho por exemplo. E nem todos encaixam na categoria de pro-blogger ou adoptam a postura critica desejável. E nem precisam, escrevem sobre o que gostam e são pessoas que podem viver muito bem sem as agências de Relações Públicas.
Quando um relações públicas contacta com um jornalista está numa posição de igualdade. O jornalista está ciente do seu papel e do papel do seu interlocutor. Mas quando não se trata de um jornalista e de um blogger o caso muda. Os bloggers não conhecem o meioe um relações públicas pode facilmente aproveitar-se da posição de superioridade. Da mesma forma, em caso de se sentir enganado o blogger não tem a quem recorrer para reclamar ou pedir justiça.
Já mencionei aqui no Relações Públicas que os bloggers precisam de um código de ética e acho que esse já existe. Apesar de não ser explicito é algo que coordena uma postura de auto-regulação.
Do lado dos relações públicas é que a falha é maior, principalmente em Portugal. Portanto fica aqui o desafio às agências: assumam princípios de ética no relacionamento com os bloggers e comuniquem-nos.
Nem se trata de algo novo, a Ogilvy já tomou essa medida.
April 11th, 2008 — Relações Públicas
A iniciativa partiu de Robert French (twitter) que escreve no Auburn Media e tem vindo a ganhar fôlego nas duas margens do Atlântico. Para acolher todos os membros que não têm o Inglês como primeira língua, foi criado um grupo de nome English is not my 1st language.
E se pensam que Portugal não tem grande expressão nesta comunidade, enganam-se. Depois de mostrar o link à minha turma, muitos optaram por se registar no PR Open Mic. E a Flávia que escreve o Noticiare ficou a conhecer a comunidade pelo twitter também está presente.
Se tiverem interesse por relações públicas, juntem-se ao debate. E se forem leitores do blog não hesitem em adicionar-me aos vossos contactos.
April 1st, 2008 — Relações Públicas
Podia ser apenas mais um esforço de criar uma revista de relações públicas. O que a torna diferente é o espírito de colaboração e participação. Como se isso não bastasse, o editor dá pelo nome de Richard Bailey, o autor do blog PR Studies.