April 23rd, 2008 — Relações Públicas
A razão pela qual há tanta polémica a respeito do twitter e redes sociais é porque ainda não encaixamos algo muito simples: a tecnologia de comunicação é o que nós fazemos dela.
O David Rodrigues escreveu um artigo muito interessante a respeito do twitter que se relaciona com esta ideia.
Mas prefiro explicá-la usando outro exemplo que não o twitter, o hi5.
Eu tive a minha fase em que achava o twitter parvo. E quanto ao hi5 ainda tenho várias reservas. Mas uma amiga minha mostrou-me uma utilidade diferente para o hi5 e outras redes sociais. Estar na lista de amigos dela não é para qualquer um, tornou o perfil confidencial e não aceita “pedidos de amizade” por isso ela é que nos adiciona. E quando tem alguma coisa para partilhar, escreve no Diário ou envia uma mensagem a toda a lista.
Simples e perfeito para se manter em contacto com as pessoas a quem dá valor.
Pode ser feito algo semelhante com um blog. O blogspot por exemplo, permite que o blog seja visível apenas por convite.
E se temos informação nova que tem de ser distribuida por uma série de computadores todos os dias? Vale a pena usar o email? Outra opção pode ser instalar o Yahoo! Widgets e criar uma feed rss a que todos os utilizadores terão acesso.
Isto tudo para dizer que a tecnologia por si só não vale nada. Temos de ser nós a encontrar um contexto onde ela se torne útil. Encontrar esse contexto e a informação essencial torna-se uma das funções dos relações públicas dentro das empresas. Onde a inovação é sempre mais difícil ou mais lenta do que seria desejável.
December 20th, 2007 — Relações Públicas
O habitual press release é bastante simples. Titulo, corpo do texto, sem fotos e em times new roman.
Na Wikipedia encontram uma boa explicação dos elementos de um press release.
Não é mau e pelos vistos faz o serviço. Às vezes até interessa que o jornalista tenha pouca informação, para o obrigar a contactar-nos. Por isso é que um press release tem sempre os dados de contacto no final.
Mas o fax já não é Rei. Podemos fazer uma série de coisas para levar a informação às redacções.
Portanto ficam aqui dois exemplos. O primeiro é um press release mais tradicional, o segundo pertence ao Cenas a Pedal.
A única critica que poderia fazer ao press release do Cenas a Pedal, é que já está escrito com os cuidados de uma notícia. Geralmente o press release tem apenas os factos frios. Por outro lado, isso ajuda a que quem o lê entenda um bocadinho do que se trata a empresa. É completamente válido por se tratar de uma marca pouco conhecida.
Outra abordagem para os press releases, é a criação de versões online que são mais fáceis de usar por bloggers e outros criadores de conteúdo que não são jornalistas. É o chamado Social Release que já foi falado aqui no blog.
Do meu ponto de vista, a estrutura de um bom press release deve ser adaptada ao objectivo. Para um blogger eu nunca ia enviar o típico press release. Em vez disso acrescentava-lhe links para facilitar a pesquisa. E se possível até incluia algumas fotos, como aparece no segundo exemplo.
E se o press release se destinasse a um podcast?
Podia ser interessante mencionar a possibilidade de realizar entrevistas por telefone/skype ou qualquer outro meio. Mas é importante que esta informação adicional não apareça misturada com os factos. A estrutura do press release deve ser clara nesse aspecto.
E como é que podíamos criar um press release para video casts?
É mais fácil do que imaginamos à partida. Pode ser algo tão simples como criar um canal no youtube com o nome da empresa e oferecer o acesso ao ficheiro original.
October 1st, 2007 — Comunidades, Links de Relações Públicas, Marketing, Relações Públicas
Já falei da Melcrum’s Communicators Network num post anterior. Através da Meios e Publicidade fiquei a conhecer a Marcom Professional.
Ainda não tive oportunidade de a avaliar devidamente. Mas até agora achei curiosa uma das chamadas de atenção, que diz:
Our exclusive community is open to all Marketing and Communication professionals.
Compreendo a ideia, mas ia gostar de ver uma comunidade deste género com um espirito de partilha maior. Além disso,durante o registo da minha conta de utilizador foram pedidos vários dados sobre a empresa, blog ou instituição. Conforme escolhia o perfil de profissional, blogger ou estudante.
August 27th, 2007 — Relações Públicas
Como rede social para profissionais, nada bate o linkedin. Mas a Melcrum’s Communicators’ Network tem alguns pontos a favor.
Quem me deu a conhecer esta rede foi o João Duarte, do PRconversations.com, um blog colectivo sobre Relações Públicas.
O linkedin e a Communicators’ Network têm modelos de funcionamento diferentes. O primeiro tem um fim comercial mais directo, é gratuito mas apoia-se na oferta de contas de utilizador pagas, com mais liberdade de acção. Já a Communicators’ Network é totalmente gratuita, tem como objectivo secundário dar a conhecer o grupo Melcrum.
Como rede social, o Linkedin mostra-nos aquilo em que a web se tornou. Tem o design característico da web 2.0, oferece uma página de perfil com uma morada personalizada e até uma extensão para o firefox. Aproveita o valor dos seus membros através do Linkedin-Answers e tem opções de pesquisa bastante boas.
Por sua vez a Melcrum mostra-se mais institucional. Tem as funções essenciais para ser considerada uma rede social, mas curiosamente não encontrei local para indicar o meu website. Da mesma forma, possui um módulo de blog mas não tem Feeds RSS.
O valor da Communicators’ Network está em pertencer a um nicho, ao contrário do Linkedin que é mais abrangente. Não deixo é de sentir que podia ser aproveitado melhor, tanto o nicho como a communicators’ network.
August 11th, 2007 — Relações Públicas
Em gíria, isto seria um pitch de relações públicas. Em Português é uma grande asneira.
O hi5 e o Linkedin são redes totalmente diferentes. No linkedin procuram-se parceiros de negócios e tenta-se conhecer melhor o perfil profissional de quem nos contacta. No hi5 procuram-se amigos.
No hi5, esta mensagem era apenas mais uma, os forums já estão repletos de mensagens piores. Ter esta postura no linkedin é um erro. Além de ter vários profissionais de Relações Públicas e outras áreas, a postura é totalmente diferente.
Estou curioso para ver as reacções …