origami crane

Introdução aos Novos Press Release

O habitual press release é bastante simples. Titulo, corpo do texto, sem fotos e em times new roman.

Na Wikipedia encontram uma boa explicação dos elementos de um press release.

Não é mau e pelos vistos faz o serviço. Às vezes até interessa que o jornalista tenha pouca informação, para o obrigar a contactar-nos. Por isso é que um press release tem sempre os dados de contacto no final.

Mas o fax já não é Rei. Podemos fazer uma série de coisas para levar a informação às redacções.

Portanto ficam aqui dois exemplos. O primeiro é um press release mais tradicional, o segundo pertence ao Cenas a Pedal.

A única critica que poderia fazer ao press release do Cenas a Pedal, é que já está escrito com os cuidados de uma notícia. Geralmente o press release tem apenas os factos frios. Por outro lado, isso ajuda a que quem o lê entenda um bocadinho do que se trata a empresa. É completamente válido por se tratar de uma marca pouco conhecida.

Outra abordagem para os press releases, é a criação de versões online que são mais fáceis de usar por bloggers e outros criadores de conteúdo que não são jornalistas. É o chamado Social Release que já foi falado aqui no blog.

Do meu ponto de vista, a estrutura de um bom press release deve ser adaptada ao objectivo. Para um blogger eu nunca ia enviar o típico press release. Em vez disso acrescentava-lhe links para facilitar a pesquisa. E se possível até incluia algumas fotos, como aparece no segundo exemplo.

E se o press release se destinasse a um podcast?

Podia ser interessante mencionar a possibilidade de realizar entrevistas por telefone/skype ou qualquer outro meio. Mas é importante que esta informação adicional não apareça misturada com os factos. A estrutura do press release deve ser clara nesse aspecto.

E como é que podíamos criar um press release para video casts?

É mais fácil do que imaginamos à partida. Pode ser algo tão simples como criar um canal no youtube com o nome da empresa e oferecer o acesso ao ficheiro original.

iDJ - Os Novos Spin Doctors

Para que ainda não sabe ou apenas tem uma ideia vaga do que são spin doctors, recomendo novamente o podcast de Ira Basen - The Century of Spin.

Para quem se sente familiarizado com o conceito, a pergunta é : então de que modo é que a ideia de spin doctors pode afectar a blogosfera?

A minha proposta para responder pode ser exemplificada no relato que o Marco fez da exposição de Guillermo Habacuc Vargas.

Neste caso, foi proclamada a morte de um cão em nome da arte. Houve reacção dentro e fora dos blogs, até que se percebeu que a exposição era encenada e o cão era alimentado quando a galeria fechava. Neste caso os bloggers não tinham forma de confirmar a informação que recebiam e apenas a ecoavam com comentários pessoais.

Os bloggers são uma grupo muito variado, mas muitos não são formados em comunicação quanto mais jornalismo. Não quero dizer que esta característica seja essencial para ser blogger. O meu argumento é que um blogger com formação em jornalismo está menos vulnerável a técnicas de spin. Pelo menos em teoria, mesmo os jornalistas com anos de experiência fazem formação para lidar melhor com o spin.

A diferença principal entre o spin para jornalistas e o spin para bloggers esta na agenda e na pressão do ciclo editorial. Um jornalista tem prazos a cumprir, os bloggers só se apressam quando querem apanhar a onda de tráfego criada pela agenda da blogosfera.

Além disso, um blogger influente tem tendência a não se relacionar tanto com os relações públicas. Queixam-se principalmente de que os relações públicas lhes enviam material que não tem relevância para o seu blog. Curiosamente é uma das principais queixas dos jornalistas. Mas uma morada de e-mail é sempre mais fácil de bloquear do que um número de telemóvel ou de contacto com a redacção.

the science of musicAs formas de fazer spin para os bloggers vão passar por aproveitar os temas quentes da blogosfera ou por criar pseudo-eventos (como foi o caso da exposição de Habacuc). E por conhecer bem os bloggers influentes para lhes dar informação privilegiada e de confiança.

Este modelo de spin na blogosfera tem em conta o perfil dos bloggers como Information Jockeys. Uma ideia do Mário Andrade no MuioMuio.

Introdução à Web 2.0

Depois deste post, nunca mais voltas a ver a web da mesma forma. E isso é garantido, lê até ao fim se não acreditas.

Para começar, a web 2.0 chama-se assim porque mudou a forma como a usamos para comunicar. O primeiro modelo era simples, o webmaster comunicava com os visitantes. Hoje em dia o webmaster cria as condições para que o diálogo se processe entre os visitantes.

Mas a web 2.0 não é só isso. É ainda uma série de tecnologias novas que nos permitem duas coisas. Partilhar a informação que encontramos e produzir conteúdos novos sem precisar de conhecimentos técnicos.

Na área da tecnologia, estamos a falar de RSS, e de aplicações online que podem ser usadas em qualquer sistema operativo por exemplo. Estas tecnologias foram usadas para uma série de fins, desde fotos, processadores de texto, blogs, serviços de e-mail,vídeos e podcasts

Mas acho que o melhor é mesmo a possibilidade de qualquer um pesquisar temas, criar conteúdos e partilhá-los sem esforço. O processo tornou-se tão simples que até um telemóvel pode ser uma ferramenta de blogging, podcast, ou videocast. E os requisitos técnicos baixaram tanto que a idade mínima para um blogger é 8 anos.

E claro, com tantos produtores de conteúdos cria-se um problema de credibilidade e legitimidade para abordar alguns temas. Ligado à qualidade dos mesmos conteúdos. Para isso existem várias métricas, como a quantidade de links e o número de subscritores que são as mais recentes. Algumas métricas mais antigas, como o número de visitantes e as impressões de página ainda são relevantes. Mas estas últimas não medem a influência nem a caracterizam como positiva ou negativa.

Na minha visão da web 2.0 o importante é a produção de conteúdos e a forma como se gera opinião. E ainda a forma como podemos aproveitar a web para criar conhecimento em colaboração uns com os outros. Seja na figura da wikipédia, ou através dos blogs que vão definindo a web 2.0.

É claro que não está tudo dito sobre a web 2.0, mas parte da ideia é essa. Como está de tal maneira ligada à nossa vida em sociedade, a web 2.0 vai evoluir com ela. Isso é cada vez mais visível nos meios de comunicação. Quando os jornalistas optam por criar blogs, quando os blogs são citados ou quando os vídeos de cidadãos comuns são divulgados em telejornais.

E a melhor parte? Não precisas de fazer nada. A web 2.0 foi calmamente instalada no teu sistema à medida que leste este artigo. Para receber os upgrades basta ir participando. E isso é fácil. Comenta nos blogs, diz o que pensas dos vídeos que encontras, colabora na wikipédia, ouve podcasts. As próprias redes sociais como o hi5, o facebook e outras semelhantes usam os conceitos de web 2.0.

Mas como já alguém me disse: se nos limitar-mos a ao hi5 e a redes semelhantes, é o equivalente a estarmos fechados no quarto. Porque é mais do mesmo, não aprendemos nada de novo nem descobrimos coisas novas.

Spin Doctors

Ira Basen, um jornalista da CBC News fez uma óptima reportagem sobre a definição de Spin Doctors.

Os seis episódios são longos, mas ao longos dos mesmos, Ira Basen explica o percurso das Relações Públicas em relação à política até aos dias de hoje. Vai ilustrando com exemplos e até excertos de entrevistas. Tanto de arquivo como feitas por ele.

 São seis episódios longos, mas que valem a pena.

Nos dias de hoje, coloca-se a questão do papel dos blogs nas técnicas de Spin.