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O que é para mim Optimização de Motores de Busca?

A pergunta vem do blog Marketing de Busca. Quando ia responder, a primeira ideia que me surgiu foi a de escrever para várias audiências. À semelhança do que diz este post do Copyblogger:

When writing headlines for an article there are three different kinds of readers that you can optimize for:

  1. You can write for regular readers.
  2. You can write for search engines.
  3. You can write for socially driven sites.

O ambito do artigo é muito reduzido, numa abordagem mais alargada eu diria que se escreve para leitores ocasionais, leitores regulares e motores de busca. E para os três é preciso uma estratégia de comunicação que transmita ao mesmo tempo os valores da empresa, a cultura e os objectivos especificos da página.

Na perspectiva do Muhammad Saleem do copyblogger no artigo que citei prefere referir-se a motores de busca, leitores regulares e sites de social media. Esta abordagem foca-se no aumento de pageviews ou de leitores. E nem sempre é isso que se pretende com optimização para motores de busca. Podemos simplesmente querer tornar o nosso site mais relevante nos termos de pesquisa que nos trazem mais vendas, sem que isso implique um aumento de visitantes. Apenas um aumento de visitantes mais relevantes para o nosso website.

Optimizar o código por si só é fácil, qualquer pessoa o faz. Mas um profissional de optimização vai conseguir aproveitar ao máximo toda a estratégia e saber medi-la. O que me abriu os olhos para este detalhe foi um artigo de Andrew Chen no blog Futuristic Play.

The idea is to separate out different parts of SEO. You have 3 components:

  • Methods (do X not Y, do A not B)
  • Performance dashboard (our # of pages crawled is X, let’s get it to Y)
  • A/B testing

So generically, you basically have the actual experiment you are running - like whether or not a change you make to the site helps - and then an experimental framework that helps validate what is happening.

As a result, you end up breaking down a performance dashboard that has variables like:

  • Number of pages crawled
  • Number of pages indexed (3 Main Engines)
  • Number of days X % of the pages survive in Google from first full crawl to deindex (What I call ‘Burn Rate’)
  • Indexing methods used
  • Uniques
  • Page views
  • Clicks
  • Revenue

(quoted from SEOIdiot)

Em conjunto com um relações públicas, SEO torna-se uma estratégia com retorno continuo. Mesmo quando não aumenta o número de visitas, uma estratégia de relações públicas online apoiada em SEO garante que o nosso site está nos locais onde é mais relevante. Geralmente, as relaçoes públicas vão apoiar a estratégia de SEO na area de off site e na produção de conteúdos.

Uma estratégia de Relação Públicas online e off site não significa comprar links, fazer publicidade em sites ou aplicar qualquer outra táctica que se concentra no aumento de pageviews. Trata-se de procurar bloggers, jornais online, forums e outras comunidades e descobrir formas de beneficiar as duas partes. Desta forma pode-se ganhar links verdadeiramente relevantes para o nosso site.

Mas para mim a optimização para motores de busca não termina aqui. Há uma altura em que a optimização para motores de busca e os valores da empresa se vão cruzar.

Uma empresa pode adoptar valores como a protecção do ambiente ou a remuneração justa dos seus colaboradores e funcionários. Esses valores serão demonstrados no website obviamente, mas ao mesmo tempo a empresa pode ter de efectuar uma série de despedimentos, ou ter o mercado automóvel como area de negócio. Como é que vamos enquadrar essa informação com o resto do website? É uma questão que pode ser respondida através de técnicas de SEO.

SEO também entra em jogo na gestão da reputação. Neste campo, o que se pretende é que a informação que os motores de busca apresentam primeiro, é aquela que melhor transmite os nossos valores. Seja a um empregador, parceiro de negócios ou possível cliente.

Portanto, o que é para mim optimizar para motores de busca? É relações públicas online. Podia continuar este post com mais detalhes e falar de mais coisas. Como a análise semântica de websites, a monitorização dos diálogos online e uma série de outras áreas. Mas prefiro deixar isso para outra altura. No entanto, e se chegaram a este ponto do texto, por favor deixem um comentário com as perguntas que possam ter. Terei todo o gosto em tentar dar-vos a melhor resposta possível.

A página de entrada e organização de informação

smashing magazine - outstanding start pages www.smashingmagazine.comO José Carlos falou da importância da primeira página de um website como amor à primeira vista.

E eu concordo. Aliás, adorava ter os recursos para ter um website como os que a Smashing Magazine mostrou.

Mas não tenho. São páginas em flash pensadas ao pormenor, interactivas e com elementos 3D que dá gosto ver. Páginas que eu sou capaz de visitar várias vezes. Mesmo que o tema não tenha interesse, seja para mim seja para quem for.

Mas uma boa página pode ser construida recorrendo ao texto e à informação que queremos partilhar. Pode ser algo como um tipo de letra agradável e fácil de ler. Mas para ir mais longe podemos re-organizar a informação e esforçar-nos por fazer do nosso website uma experiência agradável.

Para alguns casos práticos isto pode significar algo simples. Pode tratar-se de remover quantidades absurdas de anúncios fora de contexto, imagens animadas e outro tipo de coisas que nos distraem quando o que nos interessa é a informação.

Esta ideia de organizar a informação surgiu-me ontem e fez-me avaliar novamente O Relações Públicas. Online, os modelos de Comunicação são diferentes do habitual. E no caso dos visitantes podemos dividi-los em algumas categorias.

  • Os que encontram o nosso website nos motores de busca
  • Os que chegam ao nosso website por recomendação de alguém
  • Os visitantes habituais ou que subscrevem ao conteúdo apresentado

Este último grupo são os chamados visitantes leais ou subscritores. Porque ou visitam o site sempre que há novos conteúdos, ou optam por receber esses mesmos conteúdos por e-mail ou RSS.

Prometo que explico nos próximos posts como isto tudo se conjuga na navegação dos websites, na apresentação dos conteúdos e nas relações públicas.

E-Mkt 2007 - Marketing Online e SEO em Lisboa

e-mkt07, marketing, relações públicas, e-marketingÉ a primeira conferência de marketing online em Portugal e é já na próxima quinta feira, dia 19 no Centro de Congressos de Lisboa.

Mas o que é o marketing online?

Além da publicidade que vemos nos diferentes sites, o marketing online lida ainda com outros campos menos visíveis:

  • o posicionamento nos resultados de pesquisa,
  • a escolha do melhor site para fazer publicidade,
  • a melhor estratégia de publicidade para determinado cliente (pay-per-click, pay-per-action…),
  • etc.

Aqui e noutros blogs, isto está inserido em Search Engine Optimization ou SEO. Os blogs dependem muito da publicidade, por isso as tendências de marketing online influenciam muito a blogosfera e a produção individual de conteúdos em geral.

Do que entendi do press release que me enviaram, este evento vai focar-se nas diferenças e parcerias entre o marketing tradicional e o marketing online. Também se vai falar de SEO e de como os motores de busca organizam os resultados da nossa pesquisa.

Nesta conferência vão estar presentes:

  • Rui Grilo, chefe de gabinete e coordenador adjunto para o Plano Tecnológico;
  • Chewy Trewhella, Google Customer Solutions Engineer;
  • Inês Gonçalves e João Anastácio, da Google Ireland;
  • Alain Heureux, presidente europeu da Interactive Advertising Bureau (IAB)
  • Alison Fennah, directora executiva da European Interactive Advertising Association (EIAA);

Entendo bem a escolha dos convidados, mas seria interessante ter nesta conferência os representantes da sapo, ou da clix para perceber de que modo diferem do google.

O tema interessa-me como é óbvio. Mas ao preparar este post surgiram-me algumas questões que dificilmente serão abordadas e me deixam mais curioso.

Uma delas é refere-se à ética e deontologia, há situações em que convém ao motor de busca favorecer um ou outro resultado. No entanto, tanto quanto sei, a situação não se encontra prevista na lei. (confesso que não pesquisei o tema)

Outro ponto interessante seria a participação das empresas nas comunidades online, ou até a criação de comunidades online por parte de empresas. Mas aqui já estamos no campo das Relações Públicas.