March 27th, 2008 — Blogging, Relações Públicas, agências
O diálogo entre os bloggers começou no twitter e em menos de uma hora espalhou-se para o Zone41 e para o Planet Geek.Trata-se de uma conferência sobre relações públicas e os blogs, patrocinada pela Unicer que pelos vistos foi descoberta por mim antes do tempo. Quando a vi ainda não tinha conteúdos finais e nem me apercebi ao certo do propósito.
A nmz.pt reagiu depressa e começou a preencher o site com o conteúdo final. Isto tudo em menos de duas horas, se não me engano.
Trata-se portanto de uma conferência onde se coloca a questão: “A blogosfera, um problema para as empresas ou um novo universo para as Relações Públicas?”
A conferência tem uma série de oradores interessantes Bruno Giussani , António Granado , Eduardo Correia , Luís Paixão Martins , Maria João Nogueira e Paulo Querido.
Os problemas surgem no que diz respeito ao timming, à altura da conferência e à forma como colocaram a pergunta. Em vez de se referirem à blogosfera como um possível problema para as empresas, porque é que não se referem à blogosfera como um desafio?
É um detalhe mínimo mas que influencia bastante a postura dos bloggers face ao evento.
Mas a minha pergunta é: a quem se dirige esta conferência? Não sei se os bloggers são o público principal que a Unicer está a tentar atingir. Afinal de contas é um evento marcado para uma tarde de quinta-feira (10 de Abril de 2008).
O site está previsto estar concluído esta sexta feira, dia 28. Parece-me um prazo muito curto para reunir inscrições, mesmo com a exposição que se tem visto nos blogs.
Da minha parte adorava estar presente, mas como outros bloggers que conheço: eu sou trabalhador a tempo inteiro.
Mas em geral, acho a iniciativa positiva. O meu medo é que a Unicer não consiga estimular o diálogo sobre a blogosfera por se referir a ela como um possível problema para as empresas. Vamos ser realistas, esta conversa não pode ser da Unicer, deve ser de todos.
E também não nos podemos esquecer que a Unicer está por trás do concurso de Super Blog da Super Bock. Novamente, foi uma incitiva que também deu os seus passos em falso.
Como última nota, agora já percebo a frase de Luís Paixão Martins no Lugares Comuns.
Ora a verdade é que, no contexto actual, este é um daqueles temas sobre os quais temos mais perguntas do que respostas.
Pois fiquem sabendo que a sempre atenta Joana Queiroz Ribeiro, da Unicer (LPM), nos vai dar a oportunidade de participarmos, em breve, numa ampla discussão sobre este assunto.
November 5th, 2007 — Relações Públicas
A Computer World apresenta uma notícia com o seguinte titulo: A Web 2.0 será inevitável nas empresas.De facto, é um bocadinho óbvio. As empresas seguem a evolução da tecnologia e estão sempre a enfrentar questões relacionadas com a comunicação interna.
A questão é, como é que as tecnologias de web 2.0 se vão inserir nos processos de comunicação que já existem? Nos jornais, algumas redacções usam wikis para partilhar informação sobre alguns temas mais constantes. Há empresas com muitos funcionários que recorrem a redes sociais rudimentares, outras optam por directórios mais estáticos. E mesmo que o uso de feeds RSS não esteja dinamizado, os funcionários têm acesso a leitores de RSS.
O desenvolvimento destas aplicações pode mesmo deixar de caber ao departamento de TI, avançam os especialistas. Esta evolução possibilitará às equipas focalizarem-se em projectos mais ambiciosos para as operações de negócio em geral, em vez de direccionadas para as necessidades de grupos de trabalho individualizados.
O departamento de TI terá sempre o seu papel. Mas é importante que a aplicação destas ferramentas fique a cargo de alguém capaz de identificar os processos de comunicação da empresa. Cada funcionário terá a sua forma própria de comunicar, recolher e processar informação. Todos terão niveis diferentes de literacia informática.
Por isso a aplicação da tecnologia típica da web 2.0 tem de alinhar vários factores:
- Os objectivos da organização;
- A forma pessoal de comunicar dos funcionários;
- Os métodos de recolha e processamento de informação;
Só então podemos escolher as plataformas de comunicação. Podem ser blogs integrados com wikis ou mesmo com a função de sms do twitter. Por isso é que o RSS se torna tão importante. Porque facilita o uso da mesma informação por várias plataformas.
Link alternativo para o artigo: http://www.elojas.com.pt/noticias/web-20-sera-inevitavel-nas-empresas
October 24th, 2007 — Relações Públicas
Tenho visto várias empresas a manifestar uma preocupação com o ambiente. Recentemente reparei numa noticia sobre empresas de IT que se uniram nesse sentido.
O publico alvo destas empresas é constituido pelos quadros mais elevados de administração. Aqueles que decidem adquirir ou não um determinado serviço de outsourcing.
No entanto essa postura parece demasiado focada nesse público alvo. Surge nas publicações que esse público lê, é apresentada em propostas de serviços, faz parte de alguma comunicação interna. Mas em geral são uma série de medidas muito tímidas do ponto de vista da comunicação.
Se o objectivo são as vendas, acho que essa postura deve ser bem assumida e dirigida a todos os stakeholders, não apenas ao público alvo.
As formas de o fazer até são bastante simples. Podemos dedicar uma secção do website a apresentar a nossa postura de responsabilidade social e defesa do ambiente. Ou podemos mesmo ir mais longe e criar uma canal de comunicação completamente novo com o objectivo de envolver os stakeholders.
Um blog pode ser usado com este fim. Mas é fácil ir mais longe e usar outros canais de comunicação. O truque será sempre conseguir criar sinergia entre os canais de comunicação que já existem e o novo. Seja re-publicando conteúdos de uma newsletter interna, adaptando os comunicados internos para publicar no blog, ou até envolvendo a comunidade na partilha de videos, dicas e truques para ajudar o ambiente.
O perigo desta atitude surge se não for apoiada por acções concretas. Não podemos afirmar ser uma empresa ecológica se desperdiçarmos energia, ou se não reciclarmos.
Ou seja, se o público interno não apoia com actos nem dá continuidade à mensagem, a postura ecológica cai por terra. Mas se a postura ecológica for sólida e bem apoiada por todos os níveis da organização, facilmente a moda verde se torna hábito.
February 27th, 2007 — Relações Públicas, Web e Tecnologia
Em Portugal, os efeitos da blogosfera notam-se principalmente numa área de negócios: o alojamento online.
Quando um blogger decide tornar-se mais dedicado, adquire o seu próprio alojamento e domínio. As empresas de alojamento investem principalmente em publicidade online. É mais barata, dirige-se mais facilmente a possíveis clientes e é mais fácil de medir o retorno.
E quando um blogger se sente lesado por uma destas empresas ? Desabafa com os amigos. E ainda por cima alguns são também eles bloggers. Eles comentam, acrescentam conteúdo e o que podia ter sido facilmente resolvido com um telefonema transforma-se num post sobre as razões de desagrado com a empresa X ou Y.
Eu já o fiz uma vez, e agora vejo já vi o apdeites passar por uma situação semelhante, e agora vejo um terceiro caso que envolve o letras com garfos. As empresas de alojamento e registo de domínios deviam ser as primeiras a implementar gabinetes de relações públicas, especialmente focados na imagem institucional online.
August 25th, 2006 — Relações Públicas, Spotlight
O contributo das Relações Públicas
A responsabilidade social das empresas pode ser sintetizada como a empatia das organizações para com todos os stakeholders. No entanto esta é uma área muito vasta que envolve todos os públicos com quem a Empresa lida: os fornecedores, os clientes, a comunidade onde se insere e os trabalhadores entre outros.
Claudia Vau é consultora de comunicação e autora do livro “As Relações Públicas na Responsabilidade Social das Empresas“. No seu blog aborda novamente o tema com alguns casos práticos, informação de eventos e notícias que se relacionam com o clima de RSE em Portugal.
O livro ainda não li, mas o blog é uma visita obrigatória.