December 17th, 2007 — Relações Públicas
Recentemente tem-se falado do crash das dotcom e da evolução da web 2.0. Diz-se que a bolha da web 2.0 está prestes a rebentar. E a razão para isto é o que se passou quando as primeiras empresas começaram a investir em negócios online.
Eram projectos demasiado ambiciosos e falharam por isso mesmo. Mas não sem antes conseguir reunir investimentos significativos.
O Micropersuasion foi o primeiro blog que li a abordar este tema. E recentemente, o tecbiz.blogprofissional.com.br também.
O que despoletou estas preocupações foram os valores astronómicos que algumas empresas arrecadaram ao ser compradas pela google ou pela yahoo. E faz todo o sentido que haja vozes a pedir cautela.
No entanto acho que a Web 2.0 já fez algo mais importante do que criar novas formas de negócio. Mostrou-nos que o relacionamento entre pessoas pode prosperar mesmo nos meios mais frios. E que a produção de conteúdos mais acessível nos traz benefícios. Aprendemos uns com os outros.
Obrigou-nos a repensar as questões de cidadania e da privacidade, fez-nos concentrar em modos de melhorar a nossa qualidade de vida pela tecnologia. Isto acontece pelo simples facto de termos um acesso facilitado à informação. Em vez de recolher factos frios, conseguimos contactar o autor ou contribuir para relacionar esses factos com informação relevante.
A nossa forma de relacionamento em sociedade mudou. E isso vai ter impacto na educação, na forma como surgem as notícias e no modo como as organizações funcionam e escutam os seus públicos.
Para mim, a ênfase da web 2.0 não deve estar nos negócios, mas nas novas formas de relacionamento entre pessoas, grupos e organizações. São essas redes que vão determinar o sucesso ou fracasso de investimentos online e offline. Podem servir de fio de prumo para acções de divulgação ou construção de marcas.
February 2nd, 2007 — Relações Públicas
Para quem está fora do tema, SEO são técnicas de optimização de um site. Há técnicas aplicadas no site e na sua construção, e outras aplicadas em páginas externas.
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January 18th, 2007 — Marketing, Relações Públicas
SEO é de uma forma simples, um conjunto de técnicas para melhorar a posição do nosso site nos motores de busca.
Parte do SEO tem a ver com as palavras chave. Escolhemos uma série de termos que nos interessam captar e colocamo-los em posições estratégicas das nossas páginas. Na programação da página (meta tags), nos títulos das páginas, no texto que descreve as imagens…etc.
Agora vamos complicar um bocado. Estamos a tentar promover um bar. Que palavras chave é que iam constar da nossa lista de SEO ? Bar, café, restaurante ? E se o bar se chamasse ?
O pessoal do marketing e publicidade ia dizer de imediato : é a nossa Marca, parte integrante da nossa imagem, tem de constar da lista de termos para a estratégia de SEO.
Um programador bem disposto começava a rir-se nesta altura. Dizia “Tudo bem” e a estratégia de SEO caia por terra antes de começar. A razão é muito simples: São termos demasiado genéricos. Tentar ser número 1 nos resultados de pesquisa por “café” ou “bar” não vai dar grande retorno. Provavelmente nenhum.
Da mesma forma, o nome do bar deve ser algo novo, o mais único possível. (Aqui os marketeers, RP’s e publicitários concordam todos…) Se for um nome muito genérico nem vale a pena pensar em SEO para esse termo.
Agora vamos inverter papeis.
Um programador dirige-se ao director de marketing e oferece-se para perder um dia a optimizar o site para motores de busca. Imaginando que o director de marketing e o programador até têm uma boa lista de palavras chave, vale a pena?
Eu acho que não.
O rendimento de um café ou de um bar vem dos clientes habituais. É com esses que nos devemos preocupar. Eles moram perto ? Trabalham nas redondezas ? Então se calhar é melhor procurar estratégias de divulgação mais focadas na posição geográfica.