October 24th, 2007 — Relações Públicas
Tenho visto várias empresas a manifestar uma preocupação com o ambiente. Recentemente reparei numa noticia sobre empresas de IT que se uniram nesse sentido.
O publico alvo destas empresas é constituido pelos quadros mais elevados de administração. Aqueles que decidem adquirir ou não um determinado serviço de outsourcing.
No entanto essa postura parece demasiado focada nesse público alvo. Surge nas publicações que esse público lê, é apresentada em propostas de serviços, faz parte de alguma comunicação interna. Mas em geral são uma série de medidas muito tímidas do ponto de vista da comunicação.
Se o objectivo são as vendas, acho que essa postura deve ser bem assumida e dirigida a todos os stakeholders, não apenas ao público alvo.
As formas de o fazer até são bastante simples. Podemos dedicar uma secção do website a apresentar a nossa postura de responsabilidade social e defesa do ambiente. Ou podemos mesmo ir mais longe e criar uma canal de comunicação completamente novo com o objectivo de envolver os stakeholders.
Um blog pode ser usado com este fim. Mas é fácil ir mais longe e usar outros canais de comunicação. O truque será sempre conseguir criar sinergia entre os canais de comunicação que já existem e o novo. Seja re-publicando conteúdos de uma newsletter interna, adaptando os comunicados internos para publicar no blog, ou até envolvendo a comunidade na partilha de videos, dicas e truques para ajudar o ambiente.
O perigo desta atitude surge se não for apoiada por acções concretas. Não podemos afirmar ser uma empresa ecológica se desperdiçarmos energia, ou se não reciclarmos.
Ou seja, se o público interno não apoia com actos nem dá continuidade à mensagem, a postura ecológica cai por terra. Mas se a postura ecológica for sólida e bem apoiada por todos os níveis da organização, facilmente a moda verde se torna hábito.
October 17th, 2007 — Marketing, Relações Públicas
Este é mais um post com o contributo do Linkedin.
Por não existir uma forma concreta de medir o retorno do investimento em Relações Públicas (ROI - Return of Investment) é que se torna difícil ganhar terreno às áreas de marketing. Os profissionais de marketing podem afirmar que foi feito um investimento em publicidade ou promoções que resultou numa subida das vendas.
Mas em Relações Públicas o que conta é o investimento a longo prazo e a qualidade da comunicação e do relacionamento com o cliente. Começam a exercer influência muito antes da decisão de compra. Por isso é que é tão difícil medir a sua eficácia.
O tema foi colocado em discussão na comunidade de perguntas e respostas do Linkedin.
Não quer dizer que isto aconteça em todas as áreas das relações públicas. Podemos identificar o ROI se criarmos um canal de comunicação online que tenha os princípios de relações públicas, usabilidade, Search Engine Optimization (SEO) e Social Media Optimization (SMO) como base.
Do meu ponto de vista, ter métricas para medir o retorno do investimento em relações públicas não deve influenciar a decisão entre investir ou não. As empresas são forçadas pelos seus stakeholders a ter canais de comunicação eficazes. Por isso trata-se de investir numa salvaguarda, não necessariamente num mecanismo facilitador de vendas. Se bem que as relações públicas têm sempre um efeito positivo nas mesmas. Não conseguimos é medir esse efeito de modo preciso.
October 9th, 2007 — Relações Públicas
Por vezes não temos a oportunidade de colocar inquéritos e realizar entrevistas para identificar os públicos com que lidamos.Isso pode acontecer porque o contacto com o público é feito através de um canal pouco habitual. Pode ser através do telefone, por e-mail ou através de um website.
Mas quando isso acontece, torna-se ainda mais importante perceber com que publico estamos a lidar. É importante entender o que o publico procura para facilitar ao máximo o processo de comunicação.
Sejam internos ou externos, estes públicos são stakeholders e dividem-se em várias categorias. Conforme o contexto em que a organização se insere.
Ao criar uma descrição pormenorizada destes públicos conseguimos perceber quais são os mais importantes para a organização. Tendo em conta que o valor de cada grupo de stakeholders não está relacionado com o seu número, mas com o seu papel num determinado contexto.
Neste processo, o papel das relações públicas passa por identificar os objectivos dos stakeholders e tentar alinhá-los com os objectivos da organização.
Nos tempos que correm temos visto os stakeholders a fazer uma série de exigências às organizações. Querem organizações transparentes, responsáveis e com quem consigam comunicar com facilidade.
Algumas organizações aperceberam-se desta necessidade e começam a investir na criação de canais de comunicação. Esses canais podem ser gabinetes de comunicação, Desks de call center, ou procedimentos para responder a e-mails ou telefonemas. O importante é que a comunicação não se perca e o remetente se sinta ouvido.
October 8th, 2007 — Marketing, Relações Públicas
Ultimamente tenho-me debatido com a importância das relações públicas num contexto de vendas.
Basicamente, sinto que não existem métricas que comprovem a importância das relações públicas na actividade habitual de uma grande organização.
Isto acontece porque a comunicação que um gabinete de RP pratica só pode ser medida em termos qualitativos. Nos casos em que o gabinete é um ponto de contacto para a comunicação interna, podemos vê-lo como facilitador das vendas. Retira aos comerciais o fardo de fazer pesquisa e de procurar o melhor contacto para a reunir.
Neste caso o gabinete de comunicação torna-se importante se se provar que os comerciais fazem mais propostas de venda por causa dele.
Isto relaciona-se com a internet e a forma como os consumidores passaram a determinar os preços. Quando não existe um factor de diferenciação, como a qualidade do serviço pós venda, a compra é feita consoante o preço mais baixo.
No caso das organizações que compram serviços, é lançado o contrato e as outras empresas fazem as suas propostas. Ganha geralmente a mais económica. A diferença é que o serviço é feito à medida, reunindo as diferentes áreas em que a organização prestadora de serviços trabalha.
Ou seja, no primeiro caso é importante comunicar com o público alvo para que este conheça o nosso produto/serviço e o factor de diferenciação em causa. No segundo caso é importante apoiar as “licitações” a contratos como ponto de comunicação interna. Visto que o serviço não existe, mas é feito por medida reunindo outros produtos ou serviços da mesma empresa.
Mas em qualquer um dos casos é difícil encontrar variáveis concretas, números que provem a relação entre a acção das Relações Públicas e o sucesso empresarial. É um enigma, alguém quer dar o seu palpite?
October 1st, 2007 — Comunidades, Links de Relações Públicas, Marketing, Relações Públicas
Já falei da Melcrum’s Communicators Network num post anterior. Através da Meios e Publicidade fiquei a conhecer a Marcom Professional.
Ainda não tive oportunidade de a avaliar devidamente. Mas até agora achei curiosa uma das chamadas de atenção, que diz:
Our exclusive community is open to all Marketing and Communication professionals.
Compreendo a ideia, mas ia gostar de ver uma comunidade deste género com um espirito de partilha maior. Além disso,durante o registo da minha conta de utilizador foram pedidos vários dados sobre a empresa, blog ou instituição. Conforme escolhia o perfil de profissional, blogger ou estudante.
September 18th, 2007 — Relações Públicas, Spotlight
Gosto de ver quando surge um novo blog sobre comunicação e relações públicas. O mais recente pertence à youngnetwork. Mas tenho de dizer que esperava melhor.
A yougnetwork tem vindo a reunir uma lista de clientes bastante interessante. Para mim, estas listas de clientes são um bom indicador de qualidade. Porque geralmente conhecemos as marcas e os nomes e já temos uma opinião formada sobre eles.
Mas ao mesmo tempo acredito que a entrada da Young Network na blogosfera podia ter sido melhor. O blog mostra uma barra lateral com slides de fotos, widgets para comunicar directamente com a agência, para ouvir música… São isso mesmo, widgets, uma série de pequenas coisas interessante e engraçadas. Mas que nem sempre contribuem com algo de valor.
Quem somos
A Reputação é o principal activo de qualquer pessoa, empresa ou instituição.
# 1 na gestão de Reputação
Quando se trata de explicar o propósito do blog, só encontramos duas ou três linhas.
Este não pode ser um blog qualquer. É um blog corporativo porque representa a Young Network, mesmo estando alojado num serviço externo. Neste caso o blogspot. E como blog corporativo deve ter uma estratégia de comunicação mais sólida do que a que nos aparece aqui.
Quem é que o escreve ? Qual é o objectivo deste blog ? Se eu quiser contactar o blogger, como o faço ? Qual foi o primeiro post ? …
Há uma série de pequenas questões a que um blog deste género deve responder. Só assim podemos esperar contextualizar e compreender bem o que estamos a ler. A Young Network respondeu a algumas destas questões, mas ao mesmo tempo também artilhou o blog com uma série de widgets que não contribuem em nada para a leitura. Ou mesmo para a interacção com os leitores.
Ao participar num blog, a tendência parece ser comentar os posts ou enviar um e-mail. Shoutboxes, ligações ao skype ou outro sistema de Instant Messaging (IM) não contribuem tanto para criar uma relação entre blogger e leitores. E a razão é simples. Ao receber um e-mail ficamos logo com uma forma de contactar o nosso interlocutor. Por IM podemos perder a oportunidade de continuar o diálogo por uma série de razões.
Acho sinceramente que a Young Network é capaz de mais e melhor.
September 5th, 2007 — Relações Públicas, press release
Hoje vou falar-vos de Merlin Mann e outros bloggers que eu coloco no topo da lista quando penso em influência na blogosfera.
Este Merlin não tem nada a ver com o rei Artur, mas pelo que li na biografia podia ter sido ele a arrancar a espada da pedra. Sempre o vi como simples e sincero, alguém que tinha ganho reputação através dos blogs e foi assim que chegou à fama de hoje.
Tem um blog e participa em programas onde aborda temas como a web 2.0 e a produtividade pessoal. O chamado culto Getting Things Done (GTD) de David Allen. Como resultado, as pessoas identificam-se com ele e atribuem-lhe um papel de autoridade em produtividade pessoal.
Recentemente, ele publicou esta foto.
If you want I can send over my blacklist of PR firm domains that I use to auto-delete messages;
Reparem ainda nos comentários. Um deles vem de uma blogger do website www.lifehacker.com, Gina Trapani. O lifehacker é o quinto nos rankings do technorati e aborda os mesmos temas que Merlin Mann.
Isto para dizer que estes e outros bloggers são inundados com e-mails de firmas de relações públicas. Mas não se tratam de jornalistas, são produtores de conteúdos que se apoiam na comunidade em que estão inseridos para procurar novidades. Também não têm os recursos para lidar com toda a informação que recebem, como acontece nas redacções.
Por isso enviar-lhes um press release por e-mail não vale de nada. Se não for apanhado pelo filtro de spam o destinatário trata de o apagar. E pior, começa a formar-se uma aversão compreensível aos profissionais de relações públicas.
Uma das formas de reagir a isto é repensar todo o modelo de press release. Orientá-lo completamente para as necessidades dos novos media. Outra opção é concentrar os nossos esforços em criar uma relação de confiança antes de sequer tentar enviar um comunicado.