December 20th, 2007 — Relações Públicas
O habitual press release é bastante simples. Titulo, corpo do texto, sem fotos e em times new roman.
Na Wikipedia encontram uma boa explicação dos elementos de um press release.
Não é mau e pelos vistos faz o serviço. Às vezes até interessa que o jornalista tenha pouca informação, para o obrigar a contactar-nos. Por isso é que um press release tem sempre os dados de contacto no final.
Mas o fax já não é Rei. Podemos fazer uma série de coisas para levar a informação às redacções.
Portanto ficam aqui dois exemplos. O primeiro é um press release mais tradicional, o segundo pertence ao Cenas a Pedal.
A única critica que poderia fazer ao press release do Cenas a Pedal, é que já está escrito com os cuidados de uma notícia. Geralmente o press release tem apenas os factos frios. Por outro lado, isso ajuda a que quem o lê entenda um bocadinho do que se trata a empresa. É completamente válido por se tratar de uma marca pouco conhecida.
Outra abordagem para os press releases, é a criação de versões online que são mais fáceis de usar por bloggers e outros criadores de conteúdo que não são jornalistas. É o chamado Social Release que já foi falado aqui no blog.
Do meu ponto de vista, a estrutura de um bom press release deve ser adaptada ao objectivo. Para um blogger eu nunca ia enviar o típico press release. Em vez disso acrescentava-lhe links para facilitar a pesquisa. E se possível até incluia algumas fotos, como aparece no segundo exemplo.
E se o press release se destinasse a um podcast?
Podia ser interessante mencionar a possibilidade de realizar entrevistas por telefone/skype ou qualquer outro meio. Mas é importante que esta informação adicional não apareça misturada com os factos. A estrutura do press release deve ser clara nesse aspecto.
E como é que podíamos criar um press release para video casts?
É mais fácil do que imaginamos à partida. Pode ser algo tão simples como criar um canal no youtube com o nome da empresa e oferecer o acesso ao ficheiro original.
November 29th, 2007 — Blogging, Comunicação Social, Jornalismo, Relações Públicas
Para que ainda não sabe ou apenas tem uma ideia vaga do que são spin doctors, recomendo novamente o podcast de Ira Basen - The Century of Spin.
Para quem se sente familiarizado com o conceito, a pergunta é : então de que modo é que a ideia de spin doctors pode afectar a blogosfera?
A minha proposta para responder pode ser exemplificada no relato que o Marco fez da exposição de Guillermo Habacuc Vargas.
Neste caso, foi proclamada a morte de um cão em nome da arte. Houve reacção dentro e fora dos blogs, até que se percebeu que a exposição era encenada e o cão era alimentado quando a galeria fechava. Neste caso os bloggers não tinham forma de confirmar a informação que recebiam e apenas a ecoavam com comentários pessoais.
Os bloggers são uma grupo muito variado, mas muitos não são formados em comunicação quanto mais jornalismo. Não quero dizer que esta característica seja essencial para ser blogger. O meu argumento é que um blogger com formação em jornalismo está menos vulnerável a técnicas de spin. Pelo menos em teoria, mesmo os jornalistas com anos de experiência fazem formação para lidar melhor com o spin.
A diferença principal entre o spin para jornalistas e o spin para bloggers esta na agenda e na pressão do ciclo editorial. Um jornalista tem prazos a cumprir, os bloggers só se apressam quando querem apanhar a onda de tráfego criada pela agenda da blogosfera.
Além disso, um blogger influente tem tendência a não se relacionar tanto com os relações públicas. Queixam-se principalmente de que os relações públicas lhes enviam material que não tem relevância para o seu blog. Curiosamente é uma das principais queixas dos jornalistas. Mas uma morada de e-mail é sempre mais fácil de bloquear do que um número de telemóvel ou de contacto com a redacção.
As formas de fazer spin para os bloggers vão passar por aproveitar os temas quentes da blogosfera ou por criar pseudo-eventos (como foi o caso da exposição de Habacuc). E por conhecer bem os bloggers influentes para lhes dar informação privilegiada e de confiança.
Este modelo de spin na blogosfera tem em conta o perfil dos bloggers como Information Jockeys. Uma ideia do Mário Andrade no MuioMuio.
November 28th, 2007 — Relações Públicas
Este encontro realiza-se na ESCS no próximo dia 5 de Dezembro e o tema principal é a Comunicação da Justiça. Podem encontrar toda a informação sobre o encontro no blog oficial: http://rp_oestadodaarte.blogs.sapo.pt
E sim, este ano vou estar lá. Não só para a conferência mas também para o convívio.
November 28th, 2007 — Relações Públicas
Depois deste post, nunca mais voltas a ver a web da mesma forma. E isso é garantido, lê até ao fim se não acreditas.
Para começar, a web 2.0 chama-se assim porque mudou a forma como a usamos para comunicar. O primeiro modelo era simples, o webmaster comunicava com os visitantes. Hoje em dia o webmaster cria as condições para que o diálogo se processe entre os visitantes.
Mas a web 2.0 não é só isso. É ainda uma série de tecnologias novas que nos permitem duas coisas. Partilhar a informação que encontramos e produzir conteúdos novos sem precisar de conhecimentos técnicos.
Na área da tecnologia, estamos a falar de RSS, e de aplicações online que podem ser usadas em qualquer sistema operativo por exemplo. Estas tecnologias foram usadas para uma série de fins, desde fotos, processadores de texto, blogs, serviços de e-mail,vídeos e podcasts…
Mas acho que o melhor é mesmo a possibilidade de qualquer um pesquisar temas, criar conteúdos e partilhá-los sem esforço. O processo tornou-se tão simples que até um telemóvel pode ser uma ferramenta de blogging, podcast, ou videocast. E os requisitos técnicos baixaram tanto que a idade mínima para um blogger é 8 anos.
E claro, com tantos produtores de conteúdos cria-se um problema de credibilidade e legitimidade para abordar alguns temas. Ligado à qualidade dos mesmos conteúdos. Para isso existem várias métricas, como a quantidade de links e o número de subscritores que são as mais recentes. Algumas métricas mais antigas, como o número de visitantes e as impressões de página ainda são relevantes. Mas estas últimas não medem a influência nem a caracterizam como positiva ou negativa.
Na minha visão da web 2.0 o importante é a produção de conteúdos e a forma como se gera opinião. E ainda a forma como podemos aproveitar a web para criar conhecimento em colaboração uns com os outros. Seja na figura da wikipédia, ou através dos blogs que vão definindo a web 2.0.
É claro que não está tudo dito sobre a web 2.0, mas parte da ideia é essa. Como está de tal maneira ligada à nossa vida em sociedade, a web 2.0 vai evoluir com ela. Isso é cada vez mais visível nos meios de comunicação. Quando os jornalistas optam por criar blogs, quando os blogs são citados ou quando os vídeos de cidadãos comuns são divulgados em telejornais.
E a melhor parte? Não precisas de fazer nada. A web 2.0 foi calmamente instalada no teu sistema à medida que leste este artigo. Para receber os upgrades basta ir participando. E isso é fácil. Comenta nos blogs, diz o que pensas dos vídeos que encontras, colabora na wikipédia, ouve podcasts. As próprias redes sociais como o hi5, o facebook e outras semelhantes usam os conceitos de web 2.0.
Mas como já alguém me disse: se nos limitar-mos a ao hi5 e a redes semelhantes, é o equivalente a estarmos fechados no quarto. Porque é mais do mesmo, não aprendemos nada de novo nem descobrimos coisas novas.
November 26th, 2007 — Spotlight
Até agora, dos blogs de agências que conheço, recomendo este. E a razão é simples.
Tenho vindo a ler o blog através do google reader há já algum tempo. E só me lembrei que era um blog de agência quando tive de carregar a página para conseguir ver um vídeo. Não foi pela linha editorial dos posts, nem pela forma como os temas são abordados.
Mas agora fica ao vosso critério. Depois digam-me o que acharam!
November 23rd, 2007 — Relações Públicas
A entrada das agências de comunicação na blogosfera está a trazer uma dinâmica diferente aos blogs. Por um lado está a ajudar a mostrar que os blogs são para ser levados a sério. Pelo outro obriga-nos a ponderar uma série de questões que ainda nenhum dos blogs destas agências apresentou.
Mas vamos dar um passo atrás. Já expliquei que não me sinto incluido em nenhum dos grupos públicos que vejo na blogosfera de comunicação. Perdoem-me a falta de nome melhor, mas ainda não encontrei expressão para explicar a blogosfera dos profissionais de comunicação e dos geeks. Estes últimos estão incluidos porque são eles que estão na vanguarda dos meios de comunicação.
Quando o Hi5, Facebook e orkut chegaram às páginas dos jornais já eram cantigas antigas para muita gente. Os geeks já dominaram os blogs e as redes de blogs há muito tempo. E só agora é que as agências de comunicação dão os primeiros passos e tropeçam nos atacadores.
Mas nem se dão muito mal. Pelo menos ainda não notei que tenha estalado a primeira crise a envolver o blog de uma agência. Mas já estivemos perto. No blog de Luís Paixão Martins toda a gente ficou a perguntar “O que se passa ali?” quando se falou do Futebol Clube do Porto. Mas depois de um blip a blogosfera partiu para outra.
O blog de uma agência não é um mero blog corporativo. Esses nem sempre têm como clientes outras empresas. E quando querem publicar algo raramente têm de ponderar a forma como a sua imparcialidade e a relação com o cliente se conjugam.
Steve Rubel, da Edelman, menciona com frequência os seus clientes. A ideia é apostar na transparência e frontalidade. Mas até ele já tropeçou quando estava a usar o twitter e mencionou um dos clientes.
Ultimamente tenho visto várias agências portuguesas de comunicação a apostar em blogs. No entanto, é raro ver uma ligação clara dos blogs à lista de clientes. Basta um post que tenha um disclaimer ou mostre a relação entre o autor do post e a empresa que é mencionada.
A falta de uma postura ética e do cumprimento das regras deontológicas tornam-se mais fáceis de perceber online. É possível analisar o conteúdo e perceber a agenda editorial dos blogs. Mais, podemos contrapor com os jornais e as acções de comunicação das mesmas empresas. O mesmo se passa a respeito das relações entre rivais.
Tratando-se de profissionais de comunicação, não deveria haver ninguém mais sensível a estas questões e à forma como podem influenciar a agência onde trabalham. Certo?…
November 19th, 2007 — Relações Públicas
Então mexemo-nos nós. O problema é definir como os profissionais de Relações Públicas se podem organizar sozinhos.
Tenho estado a ponderar como se poderia melhorar a presença dos profissionais de relações públicas online. E este post do blog O Pato vem a calhar para uma das acções que tenho vindo a ponderar.
Gostava de criar uma pequena wikipédia só para o tema das Relações Públicas. E sim, já tenho o domínio e o alojamento necessários para correr a versão mais recente do MediaWiki. (O mesmo software usado pela wikipedia.)
O meu maior obstáculo é o tempo e a energia. Entre o trabalho e o mestrado gosto de fazer coisas giras, como comer e dormir. Sendo que esta última sofre de cada vez que quero publicar um artigo no blog.
Parte da ideia era convidar profissionais e autores a contribuir para este wiki. E contar com alguns bloggers de RP e comunicação empresarial para a divulgação.
No entanto ainda está tudo pouco assente. Não sei quando ou sequer se vou ter a disponibilidade que este género de projecto requer.