origami crane

É tudo uma questão de contexto

A razão pela qual há tanta polémica a respeito do twitter e redes sociais é porque ainda não encaixamos algo muito simples: a tecnologia de comunicação é o que nós fazemos dela.

O David Rodrigues escreveu um artigo muito interessante a respeito do twitter que se relaciona com esta ideia.

Mas prefiro explicá-la usando outro exemplo que não o twitter, o hi5.

Eu tive a minha fase em que achava o twitter parvo. E quanto ao hi5 ainda tenho várias reservas. Mas uma amiga minha mostrou-me uma utilidade diferente para o hi5 e outras redes sociais. Estar na lista de amigos dela não é para qualquer um, tornou o perfil confidencial e não aceita “pedidos de amizade” por isso ela é que nos adiciona. E quando tem alguma coisa para partilhar, escreve no Diário ou envia uma mensagem a toda a lista.

Simples e perfeito para se manter em contacto com as pessoas a quem dá valor.

Pode ser feito algo semelhante com um blog. O blogspot por exemplo, permite que o blog seja visível apenas por convite.

E se temos informação nova que tem de ser distribuida por uma série de computadores todos os dias? Vale a pena usar o email? Outra opção pode ser instalar o Yahoo! Widgets e criar uma feed rss a que todos os utilizadores terão acesso.

Isto tudo para dizer que a tecnologia por si só não vale nada. Temos de ser nós a encontrar um contexto onde ela se torne útil. Encontrar esse contexto e a informação essencial torna-se uma das funções dos relações públicas dentro das empresas. Onde a inovação é sempre mais difícil ou mais lenta do que seria desejável.

Encontro Nacional de Estudantes de Marketing e Comunicação

Encontro Nacional de Estudantes de Marketing e Comunicação
Após as Conversas da Unicer, realiza-se o primeiro encontro nacional de Estudantes de Marketing e Comunicação.

Realiza-se de 12 a 13 de Abril em Oeiras. Portanto, Sábado e Domingo para facilitar a participação dos estudantes.

O evento é realizado por dois estudantes, Virgínia Coutinho e Hugo Soares.

Para mais informações podem consultar o blog do evento: http://enemktcom.blogspot.com/

Programa do Evento após o link: Continue reading →

Carta para uma melhor comunicação na Justiça

O blog Estado da Arte foi actualizado no final do Encontro do Departamento de Comunicação Organizacional da ESCS.

A actualização é a publicação de uma carta aberta para uma melhor comunicação no campo da Justiça que pode ser lida em PDF.

O post evidencia parte do texto:

As relações públicas agem sobre a compreensão do papel dos diferentes actores do processo da justiça e sobre as modificações necessárias para os cidadãos se tornarem actores de comportamentos mais justos quer por se recusarem a legitimar os julgamentos em praça pública, por agirem no estrito cumprimento e respeito pela lei ou por advogarem em favor da mudança de leis injustas.

Este género de medidas torna-se importante também por causa da discussão que se gerou em Portugal acerca do segredo de Justiça e da Reputação das Autoridades Portuguesas. Especialmente durante o desaparecimento da Maddie.

Encontram mais sobre o tema da Madie no PR Conversations.

A relação entre agências e clientes

Luis Paixão MartinsNo Lugares Comuns, Luís Paixão Martins partilhou a opinião relativamente ao estudo que mencionei num post anterior.

Acho que vale a pena destacar a ideia do Mercado de Comunicação:

O mercado dos serviços de comunicação é muito menos competitivo em Portugal do que nos Estados Unidos e, então, se compararmos a concorrência entre agências de publicidade nos EUA e as consultoras de comunicação em Portugal, o contraste é ainda mais flagrante.

50% das relações Agência-Cliente duram menos de 2 anos

Eu gostava de poder comentar este post do Kevin Dugan. Onde ele diz:

Research shows that half of the agency/client relationships out there last less than two years. This is from a sample of about 140 companies with an annual marketing spend of at least $2 million, including Citibank, General Mills, IBM, GE, and ESPN.

Mas não conheço o clima que existe entre as agências de comunicação portuguesas e os seus clientes.

Talvez o JD da Young Network ou o Luis Paixão Martins da LPM possam fazê-lo.

Introdução aos Novos Press Release

O habitual press release é bastante simples. Titulo, corpo do texto, sem fotos e em times new roman.

Na Wikipedia encontram uma boa explicação dos elementos de um press release.

Não é mau e pelos vistos faz o serviço. Às vezes até interessa que o jornalista tenha pouca informação, para o obrigar a contactar-nos. Por isso é que um press release tem sempre os dados de contacto no final.

Mas o fax já não é Rei. Podemos fazer uma série de coisas para levar a informação às redacções.

Portanto ficam aqui dois exemplos. O primeiro é um press release mais tradicional, o segundo pertence ao Cenas a Pedal.

A única critica que poderia fazer ao press release do Cenas a Pedal, é que já está escrito com os cuidados de uma notícia. Geralmente o press release tem apenas os factos frios. Por outro lado, isso ajuda a que quem o lê entenda um bocadinho do que se trata a empresa. É completamente válido por se tratar de uma marca pouco conhecida.

Outra abordagem para os press releases, é a criação de versões online que são mais fáceis de usar por bloggers e outros criadores de conteúdo que não são jornalistas. É o chamado Social Release que já foi falado aqui no blog.

Do meu ponto de vista, a estrutura de um bom press release deve ser adaptada ao objectivo. Para um blogger eu nunca ia enviar o típico press release. Em vez disso acrescentava-lhe links para facilitar a pesquisa. E se possível até incluia algumas fotos, como aparece no segundo exemplo.

E se o press release se destinasse a um podcast?

Podia ser interessante mencionar a possibilidade de realizar entrevistas por telefone/skype ou qualquer outro meio. Mas é importante que esta informação adicional não apareça misturada com os factos. A estrutura do press release deve ser clara nesse aspecto.

E como é que podíamos criar um press release para video casts?

É mais fácil do que imaginamos à partida. Pode ser algo tão simples como criar um canal no youtube com o nome da empresa e oferecer o acesso ao ficheiro original.

iDJ - Os Novos Spin Doctors

Para que ainda não sabe ou apenas tem uma ideia vaga do que são spin doctors, recomendo novamente o podcast de Ira Basen - The Century of Spin.

Para quem se sente familiarizado com o conceito, a pergunta é : então de que modo é que a ideia de spin doctors pode afectar a blogosfera?

A minha proposta para responder pode ser exemplificada no relato que o Marco fez da exposição de Guillermo Habacuc Vargas.

Neste caso, foi proclamada a morte de um cão em nome da arte. Houve reacção dentro e fora dos blogs, até que se percebeu que a exposição era encenada e o cão era alimentado quando a galeria fechava. Neste caso os bloggers não tinham forma de confirmar a informação que recebiam e apenas a ecoavam com comentários pessoais.

Os bloggers são uma grupo muito variado, mas muitos não são formados em comunicação quanto mais jornalismo. Não quero dizer que esta característica seja essencial para ser blogger. O meu argumento é que um blogger com formação em jornalismo está menos vulnerável a técnicas de spin. Pelo menos em teoria, mesmo os jornalistas com anos de experiência fazem formação para lidar melhor com o spin.

A diferença principal entre o spin para jornalistas e o spin para bloggers esta na agenda e na pressão do ciclo editorial. Um jornalista tem prazos a cumprir, os bloggers só se apressam quando querem apanhar a onda de tráfego criada pela agenda da blogosfera.

Além disso, um blogger influente tem tendência a não se relacionar tanto com os relações públicas. Queixam-se principalmente de que os relações públicas lhes enviam material que não tem relevância para o seu blog. Curiosamente é uma das principais queixas dos jornalistas. Mas uma morada de e-mail é sempre mais fácil de bloquear do que um número de telemóvel ou de contacto com a redacção.

the science of musicAs formas de fazer spin para os bloggers vão passar por aproveitar os temas quentes da blogosfera ou por criar pseudo-eventos (como foi o caso da exposição de Habacuc). E por conhecer bem os bloggers influentes para lhes dar informação privilegiada e de confiança.

Este modelo de spin na blogosfera tem em conta o perfil dos bloggers como Information Jockeys. Uma ideia do Mário Andrade no MuioMuio.