Antes de mais, o disclaimer:
No momento em que escrevo este post trabalho para a Fuijtsu Services do Reino Unido, na Desk Ask Fujitsu. No entanto, o artigo que se segue refere-se à Fujitsu Portugal. O mesmo artigo é apenas a minha opinião pessoal e não reflecte qualquer opinião da Fujitsu.
Este post surge por causa de uma noticia do 24 Horas, com o título “Computador não queria funcionar”. Infelizmente não consigo indicar-vos o link para a noticia original mas um excerto:
Há quem diga que o barato sai caro. Para Iola Pereira este é um ditado que estava a tornar-se demasiado verdade. A professora de Educação Física decidiu aproveitar o programa e.escola da TMN para comprar um computador (um FUJITSU) com acesso à Internet por 150 euros. Só que a grande oportunidade revelou-se um pesadelo.
O que faltou nesta noticia foi confirmar algo muito simples, o nome do computador. No site da TMN mostra-se claramente que o computador em causa é um Fujitsu-Siemens. A diferença? São duas empresas diferentes. A Fujitsu-Siemens só tem esse nome porque inclui capital da Fujitsu.
No entanto é a Fujitsu que vai ficar na mente dos leitores como a empresa responsável por este computador. Quando na realidade, o que a Fujitsu faz é prestar serviços de IT para outras empresas e não vende para o mercado doméstico. É um erro simples por parte da Jornalista que escreveu a noticia que acaba por custar bastante caro em termos de Reputação.
Quanto ao direito de resposta. Esse fica tema para outro post, porque hoje em dia me parece que o custo de exercer esse direito se torna pouco eficaz.
Em nota pessoal, estes problemas de reputação só surgem devido ao nome Fujitsu-Siemens. Se a Fujitsu tivesse criado uma nova marca para o mercado doméstico ia facilitar a identificação por parte dos consumidores. Imagino que a motivação inicial tenha sido tentar aproveitar a boa reputação da Fujitsu para beneficiar a Fujitsu-Siemens. Do meu ponto de vista isso não está a acontecer e a Fujitsu fica mais conotada com o mercado doméstico do que com a prestação de serviços de IT a grandes empresas.
tags: 24 horas, fujitsu, fujitsu-siemens, jornal, jornalista, marca, notícia, Relações Públicas, reputação, siemens
5 comments ↓
Eu acho mesmo que bastava a marca ser Siemens-Fujitsu para alterar muitas coisas…
[...] Novo por aqui? Descarregue o ebook e subscreva o feed do blog. Obrigado pela visita! Em tempos sugeri ao Bruno Amaral, do Relações Públicas, que colocasse um anúncio no Google para buscas por Luís Paixão Martins, o patrão da Lpm. Na altura, o Bruno procurava emprego, e pensei que esta abordagem arrojado pudesse dar nas vistas a potenciais interessados. Compreensivelmente, o Bruno preferiu uma abordagem menos arriscada, que a seu tempo rendeu os devidos frutos. [...]
A Siemens tem uma marca muito forte e ao vender parte dos seus negócios, os compradores quiseram manter a marca. Foi assim com a fujitsu Siemens, com a Benq Siemens e agora com a Nokia Siemens Networks.
Disclaimer: trabalho para a Nokia Siemens Networks.
Não fazia ideia de que a Siemens tinha tantas variantes. Pensava que era apenas Siemens e Fuijtsu-Siemens.
Como já disse, entendo a estratégia de tentar aproveitar a reputação de uma marca forte. Mas não a acho muito eficaz.
Não se trata de variantes, mas sim de áreas de negócio que a Siemens decidiu vender para outros (ou fundir) por já não lhe interessarem especialmente.
O fabrico de Computadores à Fujitsu, Os Electrodomésticos ao Grupo da Bosh, mas aí mantendo a marca intacta, Os telemóveis à Tayawanesa BenQ, mantendo a marca temporariamente numa fase de transição (5 anos) e a área de Telecomunicações, num Merge com a Nokia que também se libertou da sua vertente de Telecomunicações, dando origem à Nokia Siemens Networks.
A Siemens, ao que sei, ficou apenas com Transporte, Energia e Medicina, as áreas mais sólidas e menos vulneráveis às flutuações de mercado e avanços tecnológicos.
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