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Comunicação de Crise e Sátiras ao Magalhães

by Bruno Amaral on 26 de Fevereiro de 2009 · 6 comments

A notícia surgiu no Público, ecoou pelo twitter e pela blogosfera.

Mas o que eu achei interessante, foi que antes de tudo isto, a Flávia colocou no Noticiare um estudo de caso sobre a ford. E de facto podemos traçar um paralelo entre os dois casos.

No caso da Ford a comunicação foi iniciada pelo departamento legal e mal compreendida pelo receptor. O Ministério Público adoptou uma via semelhante, em vez de falar com o presidente da Câmara Municipal de Torres, optou por enviar um fax. No twitter, a ideia que ficou foi que se estava a proteger o Magalhães de uma sátira, quando na realidade a preocupação era a exibição do conteúdo do écran.

Mas enquanto a Ford tinha um relações públicas atento ao problema, o ministério público perdeu o controlo da situação e arrisco-me a dizer que perdeu credibilidade. Num cenário ideal a questão teria sido muito mais simples e devidamente comunicada. No fundo, estamos a falar de um mal entendido, de uma situação em que o ministério público não foi capaz de comunicar de modo eficaz.

Sou obrigado a discordar do Renato Póvoas no blog da Guess What PR, não se tratou de uma lição de buzzmarketing mas sim de um exemplo de má gestão de crise.

{ 6 comments… read them below or add one }

1 Rodrigo 26 de Fevereiro de 2009 às 19:23

Bruno,

quer essa acção do MP como a da PSP em Braga foram uma nova era do marketing. o tempo do state mkt eheheh.

abraço

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2 Mário Andrade 26 de Fevereiro de 2009 às 21:57

Por um lado o Renato Póvoas tem razão, mal se ouviu falar dos outros carnavais no main stream. Por outro lado fiquei um pouco com a impressão de que "ora mandas tu, ora mando eu".

Mas realmente tudo se teria resolvido se alguém tivesse dito expressamente que apenas bastava mudar a imagem no monitor.

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3 Domingos Pereira 28 de Fevereiro de 2009 às 21:50

Na realidade o sucedido serve para ilustrar os dois conceitos na perfeição.

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4 Bruno Amaral 28 de Fevereiro de 2009 às 22:00

A minha razão para discordar é apenas a ideia de que ninguém deve ter decidido ir ao carnaval de torres como resultado do incidente. Não influenciou decisões, quanto muito deu mais visibilidade.

Mas percebo bem o humor em torno do termo state marketing. Por vezes parece que o inverso também se passa…

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5 Renato Póvoas 1 de Março de 2009 às 23:06

Olá Bruno,
Tenho de discordar contigo quando dizes que o incidente do Magalhães não influenciou decisões, apenas deu maior visibilidade. Verifica aqui o balanço do Carnaval de Torres: http://www.carnavaldetorres.com/noticias/?id=26

Abraço,
RP

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6 Bruno Amaral 1 de Março de 2009 às 23:37

Boa Renato, não posso argumentar contra factos :)

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