Entries Tagged 'Web e Tecnologia' ↓
February 6th, 2008 — Guest Blogger, Web e Tecnologia, reputação, seo
Esta é uma entrada convidada, por António Dias.
O SEO (acrónimo para search engine optimization) é frequentemente comparado às relações públicas: o profissional de SEO tem como missão influenciar os decisores dos posicionamentos de busca, por forma a promover as páginas dos seus clientes às posições de maior visibilidade. Tal como as RP, o SEO é um trabalho invisível, moroso, paciente e frequentemente mal compreendido: alguma concorrência instituida prefere referir-se à optimização como truques e manipulação.
Estes decisores não são mais do que os algoritmos dos motores de busca que apresentam os resultados por ordem de relevância aos utilizadores.
A visibilidade de um nome, empresa ou marca nos motores de busca é uma forma de pull public relations: se as suas páginas puderem ser encontradas nos lugares cimeiros dos resultados, a entidade poderá mais facilmente transmitir o seu ponto de vista a consumidores, jornalistas e bloggers que utilizam os motores de busca para encontrar informação.
Continue reading →
January 30th, 2008 — Blogging, Guest Blogger, Web e Tecnologia
Este artigo é escrito por Sérgio Rebelo e é o terceiro de uma série de artigos sobre Blogs de Nicho.
1. Blogs de Nicho: Introdução
2. Blogs de Nicho: Diferentes Abordagens
Um dos maiores valores de qualquer Blogger que queira estar entre os primeiros a abordar factos e notícias e sempre em cima da actualidade são as Fontes. Nos Blogs de Nicho não é diferente.
Se queremos dar notícias e estar em cima dos acontecimentos e desenvolvimentos numa determinada área é importante ter boas fontes. Sem dúvida que a melhor forma de nos mantermos a par seja do que for, é subscrevendo Feeds, através de um Leitor de Desktop ou Web Based ou mesmo através do email.
Todos os Blogs oferecem feeds que nos permitem subscrever os seus artigos, mas a grande maioria dos sites noticiosos e de conteúdos informativos também. Se queremos cobrir um determinado nicho temos de ter TODAS as fontes sobre o tema. Aqui ficam algumas formas de obter fontes interessantes e úteis para o nosso Blog de Nicho. Muitas outras fontes haverão e cada Blog e cada nicho tem a sua, mas estas são as que considero mais valiosas e que se podem aplicar a qualquer nicho.
Blogs
Devemos tentar encontrar Blogs que abordem o mesmo tema e acompanhá-los. Não necessariamente os maiores Blogs e mais estabelecidos. Na realidade, acho que é mais fácil, no caso de termos de seleccionar apenas parte da informação, de forma a não nos deixarmos afogar, excluir os mais estabelecidos porque esses, todos os outros também lêem e não vão nunca ser nenhum trunfo na nossa manga. Podemos utilizar os Blogs mais estabelecidos para encontrar outros Bloggers dentro da área visitando, por exemplo, a secção de comentários e seguindo os links dos comentadores. Tipicamente serão também eles Bloggers que abordam temas relacionados.
Por vezes, quando o tema é mesmo bastante específico, daqueles nicho nicho, temos dificuldade em seleccionar fontes sobre o tema e acabamos por trazer demasiado ‘lixo’ agarrado, porque os Blogs que subscrevemos abordam o tema no meio de muitos outros. Uma das alternativas aqui é subscrever apenas uma determinada categoria do Blog, quando ela coincide com o nosso nicho. Alguns blogs disponibilizam links directos para que possamos subscrever apenas uma categoria ou uma tag, mas outros, apesar de não disponibilizarem links para o fazermos directamente têm essa funcionalidade suportada e podemos nós descobrir essas feeds.
Grande parte dos Blogs auto alojados utiliza a plataforma Wordpress. Um dos truques que podemos fazer para tentar encontrar a Feed de uma determinada categoria desse Blog é colocar /feed/ a seguir ao endereço da categoria que queremos subscrever. Esta receita não funciona com todos os Blogs. Se, por exemplo, estiverem a redireccionar as feeds para o feedburner, não irão conseguir apanhar estas feeds de categorias.
Sites noticiosos
Muitos jornais e Revistas que têm edições electrónicas permitem subscrever determinadas secções. A maior parte das vezes, o fluxo de informação que vem daqui é demasiado e o conteúdo que nos interessa está demasiado diluído, mas às vezes vale a pena.
Social Media
Há cada vez mais sites de conteúdos partilhados pelos utilizadores, desde partilha e votação de notícias, a partilha de vídeos, passando pela partilha de bookmarks ou de fotos. Nestes sites é, tipicamente, possível subscrever uma tag específica ou uma keyword. Assim, se estamos interessados nas palavras X, Y e Z, altamente relevantes e específicas ao nosso nicho, pdoemos subscrever essas palavras no Youtube, no Digg, no Flickr ou no del.icio.us.
Outra das forma de usar estes sites de Social Media é subscrever as partilhas de utilizadores específicos. Já me aconteceu deixar de subscrever o Blog de uma determinada pessoa, assim que descobri o seu utilizador no del.icio.us. É muito mais interessante, até porque esse blog específico era tipicamente uma selecção de links bastante interessantes. Assim, tenho acesso às suas escolhas ainda antes de elas serem publicadas no seu blog.
Motores de Pesquisa
Também alguns Motores de pesquisa permitem subscrever resultados para uma determinada palavra. O Google permite fazê-lo quer para as notícias, quer para os resultados de pesquisa, embora estes resultados não sejam perfeitos, podem ser muito úteis. Eu tenho definidos cerca de 5 Alertas que já me renderam muito bons posts.
Google Reader
Com a nova funcionalidade do Google Reader podemos partilhar e aceder aos items partilhados pelos nossos contactos. Sendo o Google Reader um dos leitores de Feeds mais utilizados actualmente, há uma grande probabilidade que algumas das pessoas influentes na vossa área o usem.
Tentem descobrir os seus endereços do Gmail, adicionem aos vossos contactos e depois esperem se conseguem ver os items partilhados por eles. Actualmente sigo as partilhas de 18 pessoas diariamente e acreditem que grande parte dos posts mais interessantes vêm daí. No fundo, esta opção é parecida à utilização do del.icio.us para subscrever os artigos que interessam a determinada pessoa.
Newsletters
Grande parte das newsletters são puro lixo. Tenho pena mas é verdade, no entanto há honrosas excepções. E, se há empresas e sites relevantes na nossa área que possuem Newsletter, pode valer a pena subscrevê-las porque muitas vezes contêm informação interessante que lá aparece antes de aparecer em qualquer outro lugar.
Press Releases
Os Press Releases são também material importante, uma vez que são referentes a novidades na indústria e novos produtos e serviços. Um bom sítio para estarmos a par de Press Releases é o PRWeb, mas isso sem dúvida que é material para o Bruno abordar.
Sites que não têm Feeds
E como nos mantermos actualizados quando o site onde está a informação que queremos não oferece a possibilidade de subscrição por Feeds?
Há várias coisas que se podem fazer:
1. mandar um email aos responsáveis do site e informá-los que estamos numa nova era e que as Feeds lhes estão a passar ao lado. Se eles nos ouvirem, fizemos-lhes um favor e ficamos com o nosso problema resolvido.
2. Utilizar o Whipper do Feedwhip para gerar uma Feed a partir de um site que não as disponibiliza. O que se vai passar é que o serviço analisa periodicamente o site em questão e notifica-vos através da Feed das alterações ao site. Não funciona bem com todos os sites, terão de experimentar, mas tenho uns 3 ou 4 para os quais, o serviço fica bem feito.
3. Visitar regularmente o site em questão. Pode valer a pena se for realmente um site muito muito interessante e se não tivermos mais nenhum sítio onde ir buscar essa informação. É a minha última opção.
November 19th, 2007 — Comunicação Social, Web e Tecnologia
Só gostava de saber, até que ponto este tipo de estudos sobre a forma como lemos conteúdos online são tidos em conta?
É que a maioria dos sites de jornais não parece seguir as conclusões destes estudos de usabilidade.
November 9th, 2007 — Web e Tecnologia
Já pensaram no tempo que passam a ver os vossos sites favoritos?
Entre jornais, blogs e outros sites, gastamos 30 minutos por dia sem dificuldade. E depois queixamo-nos de andar stressados, com pouco tempo e muita coisa para ler.
A resposta a esta dor de cabeça chama-se RSS. Uma morada de RSS traz a simplicidade de um e-mail e a eficácia de uma aspirina.
September 11th, 2007 — Comunicação Social, Relações Públicas, Web e Tecnologia
A base da chamada web 2.0 é a ideia de que toda a gente pode contribuir para os conteúdos que já existem e até criar novos. Esses conteúdos são tudo, desde fotografias, música, texto ou multimédia. Consoante os temas e os conteúdos em causa, formam-se comunidades, geram-se diálogos e a figura do editor e do gatekeeper perde força. A qualidade dos conteúdos é regulada pela comunidade.Questões como a escolha de produtos e serviços também se tornaram razão para debate e diálogo alargado. Comparamos preços e produtos, trocamos experiência e conhecimento a respeito das empresas. E foi aqui que o marketing começou a perder terreno para as relações públicas.
A diferença entre conversar com um vendedor e um cliente é óbvia. Geralmente identificamo-nos mais com o cliente e atribuimos-lhe um papel mais imparcial. Do vendedor esperamos que ele tente defender a qualidade do produto e justificar o preço. Além do mais, o vendedor nem sempre tem conhecimento de causa. Pode ter vendido várias unidades do produto e nunca o ter usado.
Isto passou-se durante muito tempo, quando a Rede ainda era jovem. O marketing tinha o seu campo garantido porque lida com as questões de posicionamento do produto, redes de distribuição, locais de venda, preço…
Neste novo clima de diálogo constante as relações públicas sairam dos bastidores. Tornaram-se mais importantes na decisão de compra. Entre as suas várias funções, as Relações públicas ocupam-se da imagem que a empresa e os produtos têm nos meios de comunicação, garantem que a informação que existe sobre os produtos é a correcta e ocupam-se de uma série de questões ligadas ao serviço pós venda.
Quando a Matell enfrentou uma crise criada pelo uso de tinta com chumbo no fabrico de brinquedos, foi necessário lançar uma comunicação sólida sobre o sucedido. Nos casos em que isso não aconteceu, a informação deflagrou pela web impulsionada por todos os que contribuem diariamente para a web 2.0.
Enquanto que o Marketing se ocupa mais das questões práticas, as relações públicas sempre tiveram o seu foco na comunicação. Entre as pessoas e com as pessoas. O novo perfil do consumidor tem uma preocupação maior com essas questões. Quer conhecer as empresas, os produtos e serviços. Para isso não se concentra nas mensagens que recebe da organização, que considera parciais à partida. Em vez disso dá mais importância ao que conhece de outros clientes, ao que lê nos jornais e à restante informação que lhe chegue de terceiros. Geralmente mais imparciais que os vendedores ou os marketeers.
Laura Ries soube sintetizar esta ideia muito bem quando defendeu as relações públicas em oposição ao marketing viral.
I am not passing on a self-serving message from a company. I am passing along an endorsement by the Wall Street Journal about a product. Big difference.
É frequente ouvir dizer que as empresas devem mudar o seu foco de atenção, do produto para o cliente.
Da mesma forma, o cliente mudou o seu foco de atenção. Concentra-se na mensagem que lhe chega da comunidade dá menos atenção ao que lhe diz o marketing e a publicidade.
August 8th, 2007 — Web e Tecnologia
Este artigo vem na sequência do post sobre a Arquitectura da Informação.
A ideia é bastante simples. Colocar nas páginas de web informação complementar. Neste caso, na página de artigo de um blog. O tema veio de uma conversa com o António Dias do Marketing de Busca, onde se falou de retirar o blogroll das restantes páginas.
De facto, no modelo de blog, a informação que a barra lateral tem na página principal perde relevância nas páginas secundárias. Principalmente se o visitante cair directamente nessa página vindo de um motor de busca.
Concordei com a ideia mas achei que devia ser levada mais longe. Por isso arranjei forma de alterar o template do Relações Públicas, conforme se trate da página principal ou da página de um artigo.
Na imagem podem ver o resultado. A cor de laranja surgem os artigos relacionados e a azul os artigos mais recentes no blog. Por razões óbvias, não alterei os botões de subscrição. Esses continuam no topo da barra lateral.
Se o visitante tiver interesse nos restantes temas, pode visitar a página principal e encontrar mais informação na barra lateral.
Em resumo, no primeiro exemplo o objectivo foi colocar as widgets por ordem de importância para o visitante. Neste segundo exemplo foi mais importante seleccionar a informação com mais valor para os visitantes dado o contexto completo do blog.
É possível que eu venha a alargar esta lógica às páginas estáticas do blog. No entanto ainda não decidi qual deve ser o critério a seguir. Não me parece que deva ser igual ao que segui para os artigos do blog. Ideal mesmo era existir um plugin para wordpress que desse mais controlo sobre estes elementos. Como não há tenho feito estas alterações directamente no template.
July 31st, 2007 — Blogging, Jornalismo, Web e Tecnologia
Indirectamente, até tem um bocadinho a ver. Mas já vão perceber porquê.
Primeiro, nunca usei os serviços do btuga. Acreditem em mim. Como uso um ISP que não distingue entre tráfego nacional e internacional nunca precisei dele.
Reparei que os blogs do planet geek e do prt.sc mencionaram o encerramento do site. E a minha primeira reacção foi dizer baixinho “pronto, isto entrou na agenda da blogosfera…” e continuei a observar o fenómeno.
Porque é que os bloggers receberam tantas visitas ? Foi só por causa da dita agenda da blogosfera ? Por causa de tanta gente ter sido afectada quando o site fechou? Aqui no Relações Públicas já se falou na blogosfera e na agenda de temas que ela aborda.
Pronto, a superficie da questão está explicada: O Btuga tornou-se parte da agenda dos blogs por causa da quantidade de pessoas afectadas por ver o site fechar. Entre outros factores, mas vamos manter o diálogo simples.
Este argumento, por si só é suficiente para explicar a subida de visitas aos blogs que falaram do caso. Mas pareceu-me pouco. Tinha de haver mais qualquer coisa para justificar a subida no número de visitas dos blogs.
Trata-se de credibilidade, do “sujeito que é suposto saber”. Esse sujeito começa por ser a figura paternal. À medida que o tempo foi passando esse poder de conhecimento passou para as escolas, depois para os meios de comunicação. Hoje em dia começa a modificar-se novamente.
Os blogs e outras ferramentas de informática são associados aos geeks (lê-se “guiques” !). E quando encerrou um site dedicado ao download de videos, filmes e música entre outros conteúdos, as pessoas souberam virar-se para os motores de busca.
Um jornalista desprevenido não seria capaz de explicar o funcionamento do btuga e a razão de os seus administradores se acharem isentos de culpa. Um geek é capaz disso e ainda começa a discursar sobre o tema dos conteúdos multimédia sem DRM.
É simples portanto, os blogs receberam este número de visitas por várias razões. Entre elas, porque os ditos geeks e respectivos blogs de informática estão mais informados sobre o tema do que os próprios jornalistas.