Esta é uma entrada convidada, por António Dias.
O SEO (acrónimo para search engine optimization) é frequentemente comparado às relações públicas: o profissional de SEO tem como missão influenciar os decisores dos posicionamentos de busca, por forma a promover as páginas dos seus clientes às posições de maior visibilidade. Tal como as RP, o SEO é um trabalho invisível, moroso, paciente e frequentemente mal compreendido: alguma concorrência instituida prefere referir-se à optimização como truques e manipulação.
Estes decisores não são mais do que os algoritmos dos motores de busca que apresentam os resultados por ordem de relevância aos utilizadores.
A visibilidade de um nome, empresa ou marca nos motores de busca é uma forma de pull public relations: se as suas páginas puderem ser encontradas nos lugares cimeiros dos resultados, a entidade poderá mais facilmente transmitir o seu ponto de vista a consumidores, jornalistas e bloggers que utilizam os motores de busca para encontrar informação.
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Este artigo é escrito por Sérgio Rebelo e é o segundo de uma série de artigos sobre Blogs de Nicho.
1. Blogs de Nicho: Introdução
Já dissemos que Blog de Nicho se refere à especificidade do tema do Blog mas, para temas muito específicos e espaços pequenos, o blogger deve tentar definir previamente a abordagem utilizada de forma a encontrar o seu espaço no nicho.
Há diversas abordagens que se pode ter quando publicar um Blog de nicho. Aqui ficam algumas delas:
Central de Notícias
Dada a falta de uma publicação de referência para um determinado nicho, uma das possíveis abordagens, e uma das mais utilizadas, é a de colectar informação acerca do tema, que se encontra espalhada por diversas fontes e reuni-la num Blog. Estes Blogs são tipicamente bastante actualizados e contêm posts curtos com ligações para as fontes originais das notícias e artigos.
Para que um Blog tenha sucesso com esta abordagem tem de ser o primeiro. Não necessariamente o primeiro Blog a surgir com esta abordagem no nicho, mas surgindo num nicho já preenchido por uma ou mais Centrais de Notícias, tem de se conseguir divulgar as futuras notícias e desenvolvimentos interessantes para o nicho antes de todos os outros. Não é necessário que se seja o primeiro sempre, mas tem de se conseguir criar a imagem de que geralmente, as notícias aparecem primeiro no nosso Blog.
É também útil se conseguirmos adicionar, sempre que possível, às referências que fazemos, algum toque mais pessoal que possa ser valioso e tentar incluir o máximo de ligações possíveis para cada assunto.
Por exemplo, se aparece uma notícia relevante para o nosso nicho na Media tradicional, poderemos fazer um apanhado das notícias já publicadas sobre o assunto e publicar ligações para todas elas.
Estes Blogs não são geralmente muito comentados e não têm grande interacção com os leitores, que o vêem mais como uma ferramenta e um recurso do que uma comunidade e um ponto de encontro.
Opinião de Perito
Outra abordagem bastante utilizada é a de, sendo um profissional especializado numa determinada área, manter um Blog sobre o assunto onde, entre outras coisas, se vai comentando a actualidade do nicho.
Tipicamente, estes blogs são actualizados com menor frequência e contêm artigos bastante mais longos e marcados pela opinião e experiência do autor. Estes blogs são usados na sua maioria, como forma de criar ou manter uma imagem profissional dentro do tema. Não têm necessariamente muitas visitas mas são dos blogs com maior poder de influência.
Acontece frequentemente estes Blogs servirem como Ponto de Encontro entre interessados no tema e rolarem discussões muito interessantes nas secções de comentários.
Reviews
Em alguma áreas em que os temas e os nichos se prendem mais com produtos, surgem frequentemente Blogs de Reviews. São blogs em que as características dos novos produtos lançados naquela área são dissecadas e analisadas. Muitas vezes fazem-se comparações entre produtos semelhantes e analisam-se as vantagens e desvantagens e as utilizações mais adequadas a cada um deles. Quem diz produtos, pode dizer serviços.
Se é verdade que, lá por fora, e nos Blogs mais estabelecidos, existem alguns que se afirmam com esta abordagem, através de reviews sérias e completas, é também verdade que há muitos blogs que usam uma abordagem destas mas, na realidade, as Reviews não são realmente feitas e muitas acabam por ser feitas não de uma experiência própria mas através da reciclagem das experiências lidas por essa Web fora.
Tipicamente, estes blogs colocam-se nuns furos abaixo e dificilmente conseguem ter algum peso no nicho embora possam, em alguns casos, atingir um elevado número de visitantes para as reviews aos produtos e serviços mais populares, se houver algum esforço de SEO.
Para fazer um Blog sério de Reviews, é geralmente necessário ter uma equipa de diversos elementos que tenham disponibilidade de testar e experimentar os diversos produtos e serviços, não sendo portanto o modelo ideal para um Blog de uma só pessoa.
Misto
Muitos Blogs tentam uma abordagem mista em que vão usando as suas fontes para fornecer ligações
relevantes aos seus leitores e assim assegurar a regularidade da publicação, sendo alternada por artigos mais opinativos e mais pessoais em que o autor tenta mostrar o seu lado de perito ou profissional e eventualmente também com algumas reviews sérias, resultantes da experiência pessoal na utilização dos produtos e serviços.
Dependendo do tema e da proporção de um e de outro tipo de artigos, estes blogs são mais ou menos eficazes. Por um lado podem permitir uma forma de rentabilização que só a regularidade e o número elevado de visitas consegue, por outro, têm mais dificuldade em se assumir como peritos junto dos seus pares.
Estas abordagens não são, de todo, exaustivas e muitas outras formas, algumas bastante criativas e originais são utilizadas com muito bons resultados. Estas são, no entanto, as que me parecem mais populares.
Antes de mais, o disclaimer:
No momento em que escrevo este post trabalho para a Fuijtsu Services do Reino Unido, na Desk Ask Fujitsu. No entanto, o artigo que se segue refere-se à Fujitsu Portugal. O mesmo artigo é apenas a minha opinião pessoal e não reflecte qualquer opinião da Fujitsu.
Este post surge por causa de uma noticia do 24 Horas, com o título “Computador não queria funcionar”. Infelizmente não consigo indicar-vos o link para a noticia original mas um excerto:
Há quem diga que o barato sai caro. Para Iola Pereira este é um ditado que estava a tornar-se demasiado verdade. A professora de Educação Física decidiu aproveitar o programa e.escola da TMN para comprar um computador (um FUJITSU) com acesso à Internet por 150 euros. Só que a grande oportunidade revelou-se um pesadelo.
O que faltou nesta noticia foi confirmar algo muito simples, o nome do computador. No site da TMN mostra-se claramente que o computador em causa é um Fujitsu-Siemens. A diferença? São duas empresas diferentes. A Fujitsu-Siemens só tem esse nome porque inclui capital da Fujitsu.
No entanto é a Fujitsu que vai ficar na mente dos leitores como a empresa responsável por este computador. Quando na realidade, o que a Fujitsu faz é prestar serviços de IT para outras empresas e não vende para o mercado doméstico. É um erro simples por parte da Jornalista que escreveu a noticia que acaba por custar bastante caro em termos de Reputação.
Quanto ao direito de resposta. Esse fica tema para outro post, porque hoje em dia me parece que o custo de exercer esse direito se torna pouco eficaz.
Em nota pessoal, estes problemas de reputação só surgem devido ao nome Fujitsu-Siemens. Se a Fujitsu tivesse criado uma nova marca para o mercado doméstico ia facilitar a identificação por parte dos consumidores. Imagino que a motivação inicial tenha sido tentar aproveitar a boa reputação da Fujitsu para beneficiar a Fujitsu-Siemens. Do meu ponto de vista isso não está a acontecer e a Fujitsu fica mais conotada com o mercado doméstico do que com a prestação de serviços de IT a grandes empresas.