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September 10th, 2007 — Marketing, Relações Públicas
A noticia que me chegou pela Meios e Publicidade fala de um estudo da Jupiter Research. Segundo o relatório, o marketing viral tem-se mostrado pouco eficaz porque não atinge a audiência vasta que os marketers esperavam.
Laura Ries abordou o tema no seu blog, onde defendeu que:
- Os consumidores não gostam de publicidade,
- Há demasiada preocupação com a criatividade,
- São as Relações Públicas que criam marcas fortes
O press release da Jupiter Research revela um detalhe interessante. Um dos métodos mais usados é identificar os lideres de opinião.
Although targeting influentials was the most popular technique to stimulate viral behavior, viral marketers plan to decrease use of this tactic by 55 percent within the next year.
A participação neste género de campanhas também varia consoante a faixa etária.
Relatively older online users are actually more likely than are relatively younger users to forward advertising messages to friends or tell friends about ads.
O problema não está neste género de campanha, mas na forma como é usada. A Jupiter aconselha a que o grupo alvo seja bem definido. E por sua vez, os princípios de Relações Públicas sempre defenderam que não se deve exagerar no contacto com os líderes de opinião.
August 13th, 2007 — Marketing, Relações Públicas, Spotlight
No outro dia comecei a ler o Brandorganizer.

Trata de branding, obviamente. É um conceito de marketing que se refere à construção de uma marca. E para construir uma marca é preciso que o marketing e as relações públicas funcionem em conjunto. Por falta de recursos, algumas marcas foram construidas apenas com relações públicas. No livro A Queda da Publicidade, Al Ries dá a Body Shop como exemplo de uma marca construida através de Relações Públicas.
Voltando ao blog, é escrito por Luis M. Jorge, copywriter, consultor, coordenador editorial e formador nas áreas de publicidade e branding. Para quem já conhece bem a área de branding, o blog ainda não apresenta novidades. Para os restantes (como eu) é um bom recurso para aprender mais sobre o tema.
August 8th, 2007 — Marketing, Relações Públicas
Recentemente, a blogosfera tem falado do novo vídeo interactivo criado para promover a Gamebox do Sporting.
O que alguns não sabem é que uma ideia semelhante já tinha sido aplicada para promover o filme Snakes on a Plane. Na altura a campanha não teve o mesmo impacto porque a empresa que a criou cometeu alguns erros, como explica o Influential Marketing Blog.
A campanha para a Gamebox conseguiu mostrar o mesmo modelo e não cometer os erros das campanhas semelhantes.
July 27th, 2007 — Marketing, Relações Públicas
O Inquérito de Opinião pode ser uma das melhores ferramentas para Relações Públicas.
No entanto tenho visto vários erros que não se compreendem quando se usa este tipo de ferramenta. O meu top 10 é o seguinte:
- Inquéritos demasiado longos
- perguntas que induzem a resposta
- instruções pouco claras
- frases pouco objectivas
- perguntas difíceis de codificar para a base de dados
- perguntas mal ordenadas
- falta de formação e profissionalismo dos entrevistadores
- Métodos de aplicação pouco científicos
- Amostras mal determinadas
- linguagem pouco clara
Os Inquéritos demasiado longos são o caso mais caricato. Um inquérito a ser preenchido sem a ajuda do entrevistador não deve ter mais de 1 folha, frente e verso. Aceitam-se 3 páginas se a última tiver apenas as perguntas de carácter nominativo. A idade, o sexo, estado civil …
Se um questionário for preenchido por um entrevistador formado, então podemos ser mais liberais no tamanho mas nunca exceder os 10/15 mns. Mas neste caso é preciso dar uma boa formação aos entrevistadores. Já cheguei a fazer inquéritos e percebi que:
- A postura do entrevistador faz toda a diferença;
- É preciso bastante disciplina para seguir os métodos científicos de aplicação do questionário.;
- A própria forma como o entrevistador coloca as perguntas induz as respostas;
Em termos de aplicação. Quando realizei os inquéritos seguimos um percurso aleatório, seguindo regras pré-estabelecidas. Além disso, ao contrário do que normalmente acontece, havia regras para escolher o andar e a porta. Por exemplo, tínhamos uma tabela onde escolhíamos o andar com base no número de andares (se não me falha a memória). Se num prédio de 10 andares nos calhava o 3º andar e ninguém respondia ao questionário, só podíamos tentar novamente no 2º, 1º andar e r/c.
Há uma série de métodos de aplicar o questionário que o tornam mais cientifico e menos chato para as pessoas que respondem. O que torna difícil a aplicação de inquéritos é a falta de profissionalismo de outras empresas de opinião pública ou de marketing.
July 25th, 2007 — Marketing
Como método, a análise SWOT não tem nada de cientifico. Mas é uma boa forma de realizar sessões de brainstorming, análises internas ou apresentações de ideias.
É uma linha de orientação para analisar algo, uma empresa, um serviço ou qualquer outro elemento.
SWOT significa Strenghts, Weaknesses, Opportunities and Threats.
Strenghts
Quais são os pontos fortes da organização ? De que modo é que os podemos aproveitar melhor ? Como é que eles influenciam a nossa posição no mercado ? ….
Weaknesses
As fraquezas de uma organização devem ser vistos como pontos a melhorar. Há sempre pequenas coisas que podemos fazer para melhorar a nossa relação com os clientes, com os fornecedores ou outro público. Da mesma forma, identificar os pontos fracos permite que a organização se prepare para o futuro.
Oportunities
Num contexto comercial este tópico relaciona-se mais com as oportunidades de mercado. Há algum nicho de mercado que a empresa possa aproveitar ?
Threats
Uma ameaça pode ser uma empresa rival, mas também pode ser uma nova legislação que nos afecta. O importante é manter uma visão abrangente quando se coloca a questão: O que é que pode prejudicar a nossa posição no Mercado?
July 24th, 2007 — Marketing, Relações Públicas, público externo
O que não falta são blogs a falar de Costumer Relationship Management (CRM). Em português isto é a gestão do relacionamento com o cliente e tem vários fins.
Pode ser usado o atendimento ao cliente, para recolher estatísticas e criar planos de marketing.
Ok, parece simples e podemos falar do tema e da sua importância durante o tempo que quisermos. Mas o que é um CRM na prática ?
É uma base de dados e o respectivo interface para que qualquer pessoa a consiga usar. O que torna uma base de dados num sistema de CRM é o facto de ter informação sobre os clientes ou utentes de uma organização.
Essa informação pode ser:
- Nome e dados de contacto
- histórico de vendas
- operações em curso
- etc.
Do meu ponto de vista, o valor acrescentado surge naquilo a que chamei operações em curso. Uma operação pode ser algo tão simples como ter pedido um esclarecimento, estar à espera de um novo produto ou qualquer outro tipo de tarefa.
Este tipo de informação pode ser bastante importante no contacto com o cliente. Evita algo tão simples como fazer o cliente explicar pela terceira ou quarta vez a razão para ligar, só porque está a ser atendido por outra pessoa.
CRM em relações públicas é apenas mais um processo. Traduz-se em ter um livro de contactos actualizado e com informação pertinente, usá-lo em conjunto com a agenda e garantir que ninguém fica esquecido.
Para uma pequena empresa com clientes suficientes, um CRM pode ser um bom investimento. Mas antes de pensar em comprar software podemos simplesmente usar o que temos. Desde que o número de clientes não seja muito elevado, um bom sistema de CRM pode ser tão simples como uma tabela de excel bem estruturada.
July 20th, 2007 — Marketing
Que isto sirva de exemplo a não seguir. Na melhor das hipóteses podemos rir-nos um bom bocado!