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January 4th, 2008 — Blogging, Comunicação Social, Jornalismo, Relações Públicas, gestão de crise, público externo
O Carlos Duarte mostrou-me este post:
Automakers Blog to Make Their Point, Connect With Customers
When Chrysler CEO Bob Nardelli didn’t like the negative stories being written about the automaker in the business press over the past couple of weeks, he didn’t write nasty letters to the editor that may or may not have been published. He didn’t call a press conference to discredit the reports.
He blogged.
Muitas companhias não chamam os jornalistas à atenção quando estes cometem erros ao publicar notícias. Medem o peso da publicidade negativa e só recorrem ao direito de resposta quando acham que vale a pena.
A razão para fazer isto é porque não querem hostilizar os jornalistas. Temem que estes reajam mal ao ser chamados à responsabilidade e não publiquem mais notícias a respeito da empresa.
Já os bloggers têm tendência a mostrar uma postura diferente e mais positiva.
Dai que esta medida da Chrysler possa ser bastante arrojada. Não por se apostar nos blogs, mas por se colocar os jornalistas fora da equação. Alguns podem ver essa atitude como sinal de agressividade.
No mesmo artigo, fala-se da postura do relações-públicas da Chrysler:
Actually, the first blog Chrysler launched is The Firehouse, named after The Firehouse pub Chrysler operates during the Detroit auto show press days. Initially, it was mainly devoted to the viewpoints of one employee: Jason Vines, the company’s public-relations vice president who recently resigned apparently due to disagreements with Nardelli. Vines always enjoyed wrangling with journalists and others around what Chrysler was doing, what its executives were saying and what was developing in the industry, and The Firehouse – an invitation-only blog aimed at news-media representatives – gave him an unprecedented platform.
November 29th, 2007 — Blogging, Comunicação Social, Jornalismo, Relações Públicas
Para que ainda não sabe ou apenas tem uma ideia vaga do que são spin doctors, recomendo novamente o podcast de Ira Basen - The Century of Spin.
Para quem se sente familiarizado com o conceito, a pergunta é : então de que modo é que a ideia de spin doctors pode afectar a blogosfera?
A minha proposta para responder pode ser exemplificada no relato que o Marco fez da exposição de Guillermo Habacuc Vargas.
Neste caso, foi proclamada a morte de um cão em nome da arte. Houve reacção dentro e fora dos blogs, até que se percebeu que a exposição era encenada e o cão era alimentado quando a galeria fechava. Neste caso os bloggers não tinham forma de confirmar a informação que recebiam e apenas a ecoavam com comentários pessoais.
Os bloggers são uma grupo muito variado, mas muitos não são formados em comunicação quanto mais jornalismo. Não quero dizer que esta característica seja essencial para ser blogger. O meu argumento é que um blogger com formação em jornalismo está menos vulnerável a técnicas de spin. Pelo menos em teoria, mesmo os jornalistas com anos de experiência fazem formação para lidar melhor com o spin.
A diferença principal entre o spin para jornalistas e o spin para bloggers esta na agenda e na pressão do ciclo editorial. Um jornalista tem prazos a cumprir, os bloggers só se apressam quando querem apanhar a onda de tráfego criada pela agenda da blogosfera.
Além disso, um blogger influente tem tendência a não se relacionar tanto com os relações públicas. Queixam-se principalmente de que os relações públicas lhes enviam material que não tem relevância para o seu blog. Curiosamente é uma das principais queixas dos jornalistas. Mas uma morada de e-mail é sempre mais fácil de bloquear do que um número de telemóvel ou de contacto com a redacção.
As formas de fazer spin para os bloggers vão passar por aproveitar os temas quentes da blogosfera ou por criar pseudo-eventos (como foi o caso da exposição de Habacuc). E por conhecer bem os bloggers influentes para lhes dar informação privilegiada e de confiança.
Este modelo de spin na blogosfera tem em conta o perfil dos bloggers como Information Jockeys. Uma ideia do Mário Andrade no MuioMuio.
November 22nd, 2007 — Jornalismo, Marketing, Relações Públicas, reputação
Antes de mais, o disclaimer:
No momento em que escrevo este post trabalho para a Fuijtsu Services do Reino Unido, na Desk Ask Fujitsu. No entanto, o artigo que se segue refere-se à Fujitsu Portugal. O mesmo artigo é apenas a minha opinião pessoal e não reflecte qualquer opinião da Fujitsu.
Este post surge por causa de uma noticia do 24 Horas, com o título “Computador não queria funcionar”. Infelizmente não consigo indicar-vos o link para a noticia original mas um excerto:
Há quem diga que o barato sai caro. Para Iola Pereira este é um ditado que estava a tornar-se demasiado verdade. A professora de Educação Física decidiu aproveitar o programa e.escola da TMN para comprar um computador (um FUJITSU) com acesso à Internet por 150 euros. Só que a grande oportunidade revelou-se um pesadelo.
O que faltou nesta noticia foi confirmar algo muito simples, o nome do computador. No site da TMN mostra-se claramente que o computador em causa é um Fujitsu-Siemens. A diferença? São duas empresas diferentes. A Fujitsu-Siemens só tem esse nome porque inclui capital da Fujitsu.
No entanto é a Fujitsu que vai ficar na mente dos leitores como a empresa responsável por este computador. Quando na realidade, o que a Fujitsu faz é prestar serviços de IT para outras empresas e não vende para o mercado doméstico. É um erro simples por parte da Jornalista que escreveu a noticia que acaba por custar bastante caro em termos de Reputação.
Quanto ao direito de resposta. Esse fica tema para outro post, porque hoje em dia me parece que o custo de exercer esse direito se torna pouco eficaz.
Em nota pessoal, estes problemas de reputação só surgem devido ao nome Fujitsu-Siemens. Se a Fujitsu tivesse criado uma nova marca para o mercado doméstico ia facilitar a identificação por parte dos consumidores. Imagino que a motivação inicial tenha sido tentar aproveitar a boa reputação da Fujitsu para beneficiar a Fujitsu-Siemens. Do meu ponto de vista isso não está a acontecer e a Fujitsu fica mais conotada com o mercado doméstico do que com a prestação de serviços de IT a grandes empresas.
August 7th, 2007 — Comunicação Social, Jornalismo
July 31st, 2007 — Blogging, Jornalismo, Web e Tecnologia
Indirectamente, até tem um bocadinho a ver. Mas já vão perceber porquê.
Primeiro, nunca usei os serviços do btuga. Acreditem em mim. Como uso um ISP que não distingue entre tráfego nacional e internacional nunca precisei dele.
Reparei que os blogs do planet geek e do prt.sc mencionaram o encerramento do site. E a minha primeira reacção foi dizer baixinho “pronto, isto entrou na agenda da blogosfera…” e continuei a observar o fenómeno.
Porque é que os bloggers receberam tantas visitas ? Foi só por causa da dita agenda da blogosfera ? Por causa de tanta gente ter sido afectada quando o site fechou? Aqui no Relações Públicas já se falou na blogosfera e na agenda de temas que ela aborda.
Pronto, a superficie da questão está explicada: O Btuga tornou-se parte da agenda dos blogs por causa da quantidade de pessoas afectadas por ver o site fechar. Entre outros factores, mas vamos manter o diálogo simples.
Este argumento, por si só é suficiente para explicar a subida de visitas aos blogs que falaram do caso. Mas pareceu-me pouco. Tinha de haver mais qualquer coisa para justificar a subida no número de visitas dos blogs.
Trata-se de credibilidade, do “sujeito que é suposto saber”. Esse sujeito começa por ser a figura paternal. À medida que o tempo foi passando esse poder de conhecimento passou para as escolas, depois para os meios de comunicação. Hoje em dia começa a modificar-se novamente.
Os blogs e outras ferramentas de informática são associados aos geeks (lê-se “guiques” !). E quando encerrou um site dedicado ao download de videos, filmes e música entre outros conteúdos, as pessoas souberam virar-se para os motores de busca.
Um jornalista desprevenido não seria capaz de explicar o funcionamento do btuga e a razão de os seus administradores se acharem isentos de culpa. Um geek é capaz disso e ainda começa a discursar sobre o tema dos conteúdos multimédia sem DRM.
É simples portanto, os blogs receberam este número de visitas por várias razões. Entre elas, porque os ditos geeks e respectivos blogs de informática estão mais informados sobre o tema do que os próprios jornalistas.
July 20th, 2007 — Jornalismo, Relações Públicas
O Sindicato dos Jornalistas admite boicote a falsas conferências de imprensa
Pode ser que assim se comece a dar valor aos profissionais de relações públicas.
[via Toma e Embrulha]
July 16th, 2007 — Blogging, Comunicação Social, Jornalismo, Relações Públicas
Este post serve para reunir os 4 artigos que publiquei sobre o impacto dos Blogs na Política e nas Relações Públicas.
Qualquer comentário ou opinião que queiram expressar pode ser feito neste post ou no artigo original, a escolha cabe a cada um.