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February 20th, 2008 — Guest Blogger, Marketing
Esta é uma entrada convidada, por Armando Alves.

O cartoon é meu (1). A frase podia ser de alguém convertido a uma das últimas buzzwords do marketing, facto que não andaria muito longe da realidade de muitas empresas que encaram ainda os seus consumidores como agentes passivos, puros receptores de mensagens comerciais.
Convém desde logo desmistificar esta concepção distorcida, devendo perceber-se que o marketing viral não é uma estratégia de resultados, mas o resultado de estratégias. Não é um fim, mas sim um princípio, não é uma causa, mas uma consequência.
Esqueçam pois se pensam que colocando um botão de “Envie a um amigo”, classificam logo uma campanha como viral. As novas gerações de consumidores estão cada vez mais imunes a este tipo de tácticas - optando por canais de comunicação mais instantâneos e directos, como o Instant Messaging ou o SMS - levando os anunciantes a criar novas formas de se relacionarem com os consumidores.
O novo marketing viral é o clássico boca-a-boca transportado para web, em que utilizadores/consumidores influenciam em tempo real o modo como as marcas são percepcionadas e as mensagens divulgadas.
Social FriendWork

Um novo tipo de consumidor está a tomar lugar, alimentando esta nova conversação graças aos serviços de media social:
Todas estas possibilidades fazem com que o utilizador se torne um agente viral ao consumir (RSS, vídeo online, blogs) e distribuir (bookmarks sociais, podcasts, widgets) as mensagens relevantes ao seu grupo de amigos, tornando-as muito mais credíveis que as impostas através de iniciativas de marketing tradicional.
Media social como agente viral
Estando os consumidores a fazer uso de todas estas ferramentas, as marcas devem procurar conhecer melhor as potencialidades e especificidades de cada uma delas, e integrá-las nas suas estratégias de comunicação. Três exemplos:
- Corporate Blogging
A humanização e maior proximidade das empresas, pode passar pela comunicação numa plataforma e linguagem usada pelos seus consumidores. Em lugar de uma estratégia PUSH, as empresas passam a dar acesso a informações relevantes através de mecanismos como o *RSS ou *widgets, possibilitando assim que os seus clientes se tornem embaixadores da marca e divulguem a informação com o seu grupo social.
- Google Reader
O leitor de RSS da Google tem duas funcionalidades que vêm conferir credibilidade ao processo de partilha de mensagens. Uma delas é o envio a um amigo por email, uma nova forma de comunicação muito mais contextual e imediata que o email clássico. Outra funcionalidade recente é a disponibilização a amigos dos items partilhados, que permite que o nosso grupo acompanhe os assuntos que achamos interessantes.
Ambas as funcionalidades permitem que uma marca ganhe novas formas de difusão de informação, em tudo semelhantes a um processo natural de boca-a-boca.
- Twitter
A ferramenta de microblogging tem sido usada com algum sucesso como forma de promoção de eventos, agregando notícias e prestando informação aos interessados. As marcas podem explorar este novo meio em áreas relacionadas, como o suporte ao cliente /helpdesk ou divulgando relatórios empresariais em tempo real que podem ser subscritos pelos leitores, com a vantagem de poderem ser recebidos e dispositivos móveis.
A penetração deste tipo de serviços, em conjunto com novas plataformas integradoras como o OpenSocial e iniciativas como DataPortability, vai fomentar a convergência entre profissional e pessoal, construíndo um perfil digital avançado que tira partido dos dados recolhidos nas várias aplicações.
Cada um de nós passa a ser um centro de ligações, com múltiplos pontos de contacto com indivíduos, organizações e marcas.
Influenciadores q.b.
Esta perspectiva de cada consumidor como um centro de influência, vem de encontro a uma opinião bastante polémica lançada recentemente por Duncan Watts. O sociólogo afirma que o sucesso de uma tendência não depende tanto da pessoa que a inicia, mas antes da receptividade da sociedade à mesma.
As práticas anteriores em marketing viral iam em sentido contrário, focando os seus esforços num grupo de indivíduos: os influenciadores. Este grupo, com elevado número de ligações sociais e autoridade, teria a capacidade de difundir rapidamente uma tendência, uma corrente de pensamento promovida por Malcom Gladwell no seu livro The Tipping Point.
Através de vários estudos, Watts vem questionar este pressupostos, dizendo que que qualquer um de nós pode criar um fenómeno viral, desde que existam condições propícias para o mesmo. É particularmente rica a sua comparação das tendências aos fogos florestais: existem milhares por ano, mas apenas alguns tomam proporções alarmantes, dependendo a sua ocorrência de condições particulares como pouca chuva, terrenos acidentados, limpeza florestal, etc. Se tais condições existirem, qualquer fósforo serve, não é preciso um lança-chamas.
A nova perspectiva não implica no entanto que se abandone por completo os esforços para atingir um grupo de influenciadores, particularmente no que diz respeito às tácticas de media social. Aconselha-se sim uma combinação entre marketing de massas e uma segmentação em nichos de influência, que conseguem difundir uma mensagem e atingir uma elevada audiência num curto espaço de tempo.
Mezinhas virais
Chegamos pois à conclusão óbvia que não há combinações perfeitas para criar um viral. Mas se querem mesmo algumas dicas, aqui ficam os meus dois cêntimos:
- Identificar influenciadores
Mais do que relações públicas, envolve criar relações directas com organizações ou indvíduos (exº: demos de produtos a bloggers, Engadget)
- Fomentar relações de confiança
Criando uma network sustentada (participação e criação de fóruns e grupos) e que esteja envolvida emocionalmente com a marca (exº: rede de evangelistas da Adobe e da Apple)
- Sindicação de conteúdo e submissões editoriais
Aumentar o alcance da mensagem, difundindo-a em serviços de recomendação (digg, delicious)
- Potenciar a atenção e credibilidade:
Divulgar o produto ou serviço através de participações como guest blogger ou facultando informação e entrevistas aos consumidores que gerem conteúdo relacionado.
- Facilitar a divulgação e pesquisa:Criar mecanismos simples de partilha (embed) e associar meta-informação (tags).
- Aprender com as melhores práticas de campanhas de sucesso
Quanto à mensagem, como regra empírica, ela costuma ter alguma das seguintes características:
Nem todos somos capazes criar uma mensagem que contenha este tipo de benefícios de forma tão clara, mas os exemplos indicados são um bom ponto de partida para criar o próximo conteúdo com ambições a viral.
O método de distribuição, a eficácia com que é comunicada e a qualidade da mensagem irão sempre determinar o sucesso de uma campanha. Ser apelidada de viral, será sempre resultado de todos estes esforços, e nunca como um pedido a priori, pois no início está sempre o consumidor, e é este o grande influenciador.
Da próxima vez que lhe falarem em fazer um viral, pergunte se pode comprar um quilo de conversa com o consumidor. Acredite que é o caminho mais fácil para o conseguir.
1. Armando Alves escreve regularmente em A Source Of Inspiration, um blog em inglês que aborda temas ligados à publicidade, marketing digital, criatividade e web. É Head Of Interactive na agência de publicidade Draftfcb, que criou duas das campanhas de referência em marketing viral para os seus clientes Grande Reportagem e Sporting Clube de Portugal.


February 6th, 2008 — Guest Blogger, Web e Tecnologia, reputação, seo
Esta é uma entrada convidada, por António Dias.
O SEO (acrónimo para search engine optimization) é frequentemente comparado às relações públicas: o profissional de SEO tem como missão influenciar os decisores dos posicionamentos de busca, por forma a promover as páginas dos seus clientes às posições de maior visibilidade. Tal como as RP, o SEO é um trabalho invisível, moroso, paciente e frequentemente mal compreendido: alguma concorrência instituida prefere referir-se à optimização como truques e manipulação.
Estes decisores não são mais do que os algoritmos dos motores de busca que apresentam os resultados por ordem de relevância aos utilizadores.
A visibilidade de um nome, empresa ou marca nos motores de busca é uma forma de pull public relations: se as suas páginas puderem ser encontradas nos lugares cimeiros dos resultados, a entidade poderá mais facilmente transmitir o seu ponto de vista a consumidores, jornalistas e bloggers que utilizam os motores de busca para encontrar informação.
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February 1st, 2008 — Blogging, Guest Blogger
Este artigo é escrito por Sérgio Rebelo e é o quarto de uma série de artigos sobre Blogs de Nicho.
1. Blogs de Nicho: Introdução
2. Blogs de Nicho: Diferentes Abordagens
3. Blogs de Nicho: As Fontes de Informação
4. Blogs de Nicho: Como os Promover
Quando se fala em rentabilização de Blogs vem imediatamente uma ideia à mente: Publicidade.
É verdade que a publicidade é o meio mais fácil e rápido de tirar rendimentos de um Blog, mas nem sempre é o mais eficaz.
Os diversos sistemas publicitários existentes pagam por Click (PPC) ou por impressão (PPV), mas para que os resultados sejam razoáveis é necessário ter bastantes visitantes, o que nem sempre acontece com os Blogs de Nicho.
No caso dos Blogs de Nicho, a melhor opção, dentro da publicidade, é vender o espaço publicitário directamente aos anunciantes, uma vez que assim pode-se valorizar o Factor mais importante que um Blog de Nicho tem na venda de publicidade: A Segmentação do target.
O anunciante, ao anunciar num Blog de Nicho, sabe exactamente para quem é que está a anunciar. Isso paga-se!
Devemos ter no Blog, de forma bem visível, ligações para que potenciais anunciantes nos contactem e podemos, nós mesmos, contactar eventuais anunciantes. Pessoas e Empresas da área do nosso nicho que já anunciam na Web em outros sites são candidatos ideais aos nossos contactos.
No Contacto Comercial, devemos vender bem o produto, utilizando para isso estatísticas e os dados de segmentação da nossa audiência.
Mas nem só com Publicidade se pode rentabilizar um Blog, há diversas outras formas de obter rendimentos de um Blog de Nicho.
Posts patrocinados e Reviews
Cada vez há mais serviços que fazem a mediação entre anunciantes e bloggers no sentido de promover a inclusão de Artigos Patrocinados e Reviews. Tal como nas outras formas de Publicidade, estes serviços são demasiado genéricos e raras vezes servem o nicho do nosso Blog com um valor real para o nosso Post.
Se optarem por fazer Reviews ou Posts patrocinados, cobrem um valor real e tenham o cuidado de assinalar os artigos como patrocinados, de forma a manter a transparência e que a vossa credibilidade não seja afectada.
Do mesmo modo, aconselho todos a que não aceitem fazer Reviews ou Posts Patrocinados que tenham de ser positivos. Aceitem sim, fazer Artigos patrocinados com uma Review Real de um produto, serviço ou site em que apontam aspectos positivos mas também negativos do mesmo. Acima de tudo, pensem nos vossos leitores. É para eles que vocês escrevem.
Consultoria
Ao assumirem uma posição de perito num determinado assunto, o Blog pode ser uma plataforma para pequenos trabalhos de Consulta sobre o tema. Coloquem bem visível no Blog o vosso Portfolio ou Currículo bem como a vossa disponibilidade para efectuar trabalhos. O Blog é um óptimo cartão de apresentação.
Se forem profissionais e demonstrarem os vossos conhecimentos e domínios na área em que blogam, estarão já a dar um passo importante para encontrar clientes entre os vossos leitores. O vosso Blog pode ainda ser uma plataforma para conseguir um novo emprego.
Se vocês mantiverem um Blog num Nicho pequeno, rapidamente poderão ser conhecidos dentro do meio. Assim, quando responderem a um anúncio, é possível encontrarem do outro lado um vosso leitor que facilmente se decidirá por alguém de quem já conhece algo.
Livros e Workshops
Ao usar o Blog para melhorar a nossa Reputação e anunciar as nossas competências profissionais e conhecimentos sobre a área, poderemos aproveitar tudo isso e rentabilizar noutros formatos.
Vários Bloggers editam livros, umas vezes reaproveitando conteúdos já publicados no seu Blog e de outras escrevendo algo totalmente novo. Os comentários, a análise às estatísticas do Blog e o conhecimento que se tem da área podem ajudar a definir o rumo dos livros e servir de inspiração também.
Outra forma muito comum de se rentabilizar o prestígio ganho com o Blog é a participação em conferências e Workshops. Muitas participações não são remuneradas e servem apenas para cimentar a nossa reputação e prestígio, mas algumas, de cariz mais comercial e tipicamente promovidas por empresas da área são remuneradas, bem como participações nos meios de Media tradicionais como Televisão, Jornais e Revistas.
January 31st, 2008 — Blogging, Guest Blogger, Marketing
Este artigo é escrito por Sérgio Rebelo e é o quarto de uma série de artigos sobre Blogs de Nicho.
1. Blogs de Nicho: Introdução
2. Blogs de Nicho: Diferentes Abordagens
3. Blogs de Nicho: As Fontes de Informação
Uma das principais preocupações de um Blogger quando arranca com o seu novo Blog é promovê-lo. Se escrevemos, queremos ser lidos e por isso é preciso ir à luta encontrar leitores. Isto aplica-se obviamente aos Blogs de Nicho.
As técnicas que podemos utilizar para promover o nosso Blog de Nicho são na realidade mais ou menos as mesmas de qualquer outro Blog, mas com uma vantagem: nós sabemos exactamente a quem queremos anunciar o nosso blog. Conhecemos o nosso target.
Publicidade Contextual
A publicidade contextual é sempre uma opção, mas não é das mais baratas e de resultados mais rápidos.
Poderemos utilizar anúncios contextuais, como os do Google e licitar em keywords específicas. Sabemos, se escolhermos bem as palavras ou expressões, que cada click será de alguém realmente interessado no tema, mas depois temos de garantir que conseguimos taxas de conversão elevadas e que transformamos uma boa parte destes visitantes em subscritores ou leitores habituais.
Um dos problemas associados a este tipo de publicidade é o número de pessoas que incluirão essa palavra por nós escolhida num contexto completamente diferente e aí, estaremos a pagar cliques que não são de pessoas interessantes.
Outra questão normalmente associada à publicidade Contextual e em especial aos nichos é o preço da palavra. Tipicamente, este tipo de publicidade funciona como um leilão. Para termos o nosso anúncio em posições relevantes, temos de licitar mais alto. Se o nosso nicho for valioso do ponto de vista comercial, o preço de cada clique pode tornar-se demasiado alto.
Publicidade Directa
A publicidade directa em sites seleccionados pode ser muito eficaz. Devemos seleccionar sites e blogs relacionados com o nosso tema e ver as possibilidades que eles têm de se lá anunciar. Muitos Blogs e sites têm já hoje em dia contactos específicos para anunciantes e alguns, inclusive, tabelas de preços.
Quando esta possibilidade não é explícita, podem sempre contactar os responsáveis. Muitas vezes esta possibilidade não foi pensada, mas as pessoas estão disponíveis para o fazer.
Peçam sempre dados estatísticos sobre o site a anunciar, uma vez que este modelo publicitário é normalmente feito com base em períodos de tempo fixos. Certifiquem-se também da posição do vosso banner ou anúncio de texto na página, de forma a que esteja numa posição visível e facilmente identificável pelos visitantes.
Fóruns
Procurem Fóruns e Grupos de Discussão sobre o tema do vosso Blog. Eu confesso que não sou um grande apreciador do formato Fórum, por isso aí não vos posso dar grandes dicas, mas existem alternativas aos Fóruns que são muito interessantes, que são os Grupos de Discussão ou Mailing Lists. Os melhores sítios para encontrar é nos Grupos do Google ou nos Grupos do Yahoo!
Nos Fóruns, podem travar conhecimento com outras pessoas da mesma área e podem mesmo promover o vosso Blog e os vossos Artigos. Atenção para as regras de cada grupo e fórum. Uns são mais tolerantes do que os outros em termos de auto promoção. Muitos permitem a inclusão de um link na assinatura.
Social Media
Há muitos sites de divulgação de Notícias onde poderão promover os vossos Artigos. Tenham atenção às regras e Etiqueta de cada um destes sites. Muitos consideram auto-promoção como Spam.
Para evitar serem considerados spammers, tornem-se utilizadores activos do site, partilhando outros recursos interessantes para além dos vossos. Não caiam também na tentação de promover todos os vossos artigos desta forma, mas optem por ser mais selectos e escolherem apenas um de vez em quando que pensem vir a trazer mais visitantes e obter mais sucesso.
Comentários
Aquela que, para mim, é a melhor e mais valiosa forma de promover um Blog de Nicho é através de comentários em artigos sobre o tema, especialmente em Blogs e Sites já estabelecidos e com uma base de utilizadores alargada.
No mínimo, o autor do Blog onde publicam o comentário vai ficar a conhecer o vosso Blog e, possivelmente, muitos dos seus visitantes poderão fazê-lo também, tornando-se nos vossos futuros leitores e comentadores.
Dêem comentários valiosos e relevantes.
Links
Uma das regras básicas nos Blogs é linkar. São os links que fazem as pessoas mexerem-se de uns blogs para os outros e que lhes permite travar conhecimento com outras fontes e notícias.
Grande parte dos Bloggers monitoriza sites que contenham ligações para o seu Blog. Ao ligarem os artigos de outros Blogs, no contexto dos vossos próprios artigos, para além de estarem a dar ligações interessantes aos vossos leitores, estarão, muito possivelmente a mostrar-se ao autor do blog linkado.
January 30th, 2008 — Blogging, Guest Blogger, Web e Tecnologia
Este artigo é escrito por Sérgio Rebelo e é o terceiro de uma série de artigos sobre Blogs de Nicho.
1. Blogs de Nicho: Introdução
2. Blogs de Nicho: Diferentes Abordagens
Um dos maiores valores de qualquer Blogger que queira estar entre os primeiros a abordar factos e notícias e sempre em cima da actualidade são as Fontes. Nos Blogs de Nicho não é diferente.
Se queremos dar notícias e estar em cima dos acontecimentos e desenvolvimentos numa determinada área é importante ter boas fontes. Sem dúvida que a melhor forma de nos mantermos a par seja do que for, é subscrevendo Feeds, através de um Leitor de Desktop ou Web Based ou mesmo através do email.
Todos os Blogs oferecem feeds que nos permitem subscrever os seus artigos, mas a grande maioria dos sites noticiosos e de conteúdos informativos também. Se queremos cobrir um determinado nicho temos de ter TODAS as fontes sobre o tema. Aqui ficam algumas formas de obter fontes interessantes e úteis para o nosso Blog de Nicho. Muitas outras fontes haverão e cada Blog e cada nicho tem a sua, mas estas são as que considero mais valiosas e que se podem aplicar a qualquer nicho.
Blogs
Devemos tentar encontrar Blogs que abordem o mesmo tema e acompanhá-los. Não necessariamente os maiores Blogs e mais estabelecidos. Na realidade, acho que é mais fácil, no caso de termos de seleccionar apenas parte da informação, de forma a não nos deixarmos afogar, excluir os mais estabelecidos porque esses, todos os outros também lêem e não vão nunca ser nenhum trunfo na nossa manga. Podemos utilizar os Blogs mais estabelecidos para encontrar outros Bloggers dentro da área visitando, por exemplo, a secção de comentários e seguindo os links dos comentadores. Tipicamente serão também eles Bloggers que abordam temas relacionados.
Por vezes, quando o tema é mesmo bastante específico, daqueles nicho nicho, temos dificuldade em seleccionar fontes sobre o tema e acabamos por trazer demasiado ‘lixo’ agarrado, porque os Blogs que subscrevemos abordam o tema no meio de muitos outros. Uma das alternativas aqui é subscrever apenas uma determinada categoria do Blog, quando ela coincide com o nosso nicho. Alguns blogs disponibilizam links directos para que possamos subscrever apenas uma categoria ou uma tag, mas outros, apesar de não disponibilizarem links para o fazermos directamente têm essa funcionalidade suportada e podemos nós descobrir essas feeds.
Grande parte dos Blogs auto alojados utiliza a plataforma Wordpress. Um dos truques que podemos fazer para tentar encontrar a Feed de uma determinada categoria desse Blog é colocar /feed/ a seguir ao endereço da categoria que queremos subscrever. Esta receita não funciona com todos os Blogs. Se, por exemplo, estiverem a redireccionar as feeds para o feedburner, não irão conseguir apanhar estas feeds de categorias.
Sites noticiosos
Muitos jornais e Revistas que têm edições electrónicas permitem subscrever determinadas secções. A maior parte das vezes, o fluxo de informação que vem daqui é demasiado e o conteúdo que nos interessa está demasiado diluído, mas às vezes vale a pena.
Social Media
Há cada vez mais sites de conteúdos partilhados pelos utilizadores, desde partilha e votação de notícias, a partilha de vídeos, passando pela partilha de bookmarks ou de fotos. Nestes sites é, tipicamente, possível subscrever uma tag específica ou uma keyword. Assim, se estamos interessados nas palavras X, Y e Z, altamente relevantes e específicas ao nosso nicho, pdoemos subscrever essas palavras no Youtube, no Digg, no Flickr ou no del.icio.us.
Outra das forma de usar estes sites de Social Media é subscrever as partilhas de utilizadores específicos. Já me aconteceu deixar de subscrever o Blog de uma determinada pessoa, assim que descobri o seu utilizador no del.icio.us. É muito mais interessante, até porque esse blog específico era tipicamente uma selecção de links bastante interessantes. Assim, tenho acesso às suas escolhas ainda antes de elas serem publicadas no seu blog.
Motores de Pesquisa
Também alguns Motores de pesquisa permitem subscrever resultados para uma determinada palavra. O Google permite fazê-lo quer para as notícias, quer para os resultados de pesquisa, embora estes resultados não sejam perfeitos, podem ser muito úteis. Eu tenho definidos cerca de 5 Alertas que já me renderam muito bons posts.
Google Reader
Com a nova funcionalidade do Google Reader podemos partilhar e aceder aos items partilhados pelos nossos contactos. Sendo o Google Reader um dos leitores de Feeds mais utilizados actualmente, há uma grande probabilidade que algumas das pessoas influentes na vossa área o usem.
Tentem descobrir os seus endereços do Gmail, adicionem aos vossos contactos e depois esperem se conseguem ver os items partilhados por eles. Actualmente sigo as partilhas de 18 pessoas diariamente e acreditem que grande parte dos posts mais interessantes vêm daí. No fundo, esta opção é parecida à utilização do del.icio.us para subscrever os artigos que interessam a determinada pessoa.
Newsletters
Grande parte das newsletters são puro lixo. Tenho pena mas é verdade, no entanto há honrosas excepções. E, se há empresas e sites relevantes na nossa área que possuem Newsletter, pode valer a pena subscrevê-las porque muitas vezes contêm informação interessante que lá aparece antes de aparecer em qualquer outro lugar.
Press Releases
Os Press Releases são também material importante, uma vez que são referentes a novidades na indústria e novos produtos e serviços. Um bom sítio para estarmos a par de Press Releases é o PRWeb, mas isso sem dúvida que é material para o Bruno abordar.
Sites que não têm Feeds
E como nos mantermos actualizados quando o site onde está a informação que queremos não oferece a possibilidade de subscrição por Feeds?
Há várias coisas que se podem fazer:
1. mandar um email aos responsáveis do site e informá-los que estamos numa nova era e que as Feeds lhes estão a passar ao lado. Se eles nos ouvirem, fizemos-lhes um favor e ficamos com o nosso problema resolvido.
2. Utilizar o Whipper do Feedwhip para gerar uma Feed a partir de um site que não as disponibiliza. O que se vai passar é que o serviço analisa periodicamente o site em questão e notifica-vos através da Feed das alterações ao site. Não funciona bem com todos os sites, terão de experimentar, mas tenho uns 3 ou 4 para os quais, o serviço fica bem feito.
3. Visitar regularmente o site em questão. Pode valer a pena se for realmente um site muito muito interessante e se não tivermos mais nenhum sítio onde ir buscar essa informação. É a minha última opção.
January 29th, 2008 — Blogging, Guest Blogger, Relações Públicas, reputação
Este artigo é escrito por Sérgio Rebelo e é o segundo de uma série de artigos sobre Blogs de Nicho.
1. Blogs de Nicho: Introdução
Já dissemos que Blog de Nicho se refere à especificidade do tema do Blog mas, para temas muito específicos e espaços pequenos, o blogger deve tentar definir previamente a abordagem utilizada de forma a encontrar o seu espaço no nicho.
Há diversas abordagens que se pode ter quando publicar um Blog de nicho. Aqui ficam algumas delas:
Central de Notícias
Dada a falta de uma publicação de referência para um determinado nicho, uma das possíveis abordagens, e uma das mais utilizadas, é a de colectar informação acerca do tema, que se encontra espalhada por diversas fontes e reuni-la num Blog. Estes Blogs são tipicamente bastante actualizados e contêm posts curtos com ligações para as fontes originais das notícias e artigos.
Para que um Blog tenha sucesso com esta abordagem tem de ser o primeiro. Não necessariamente o primeiro Blog a surgir com esta abordagem no nicho, mas surgindo num nicho já preenchido por uma ou mais Centrais de Notícias, tem de se conseguir divulgar as futuras notícias e desenvolvimentos interessantes para o nicho antes de todos os outros. Não é necessário que se seja o primeiro sempre, mas tem de se conseguir criar a imagem de que geralmente, as notícias aparecem primeiro no nosso Blog.
É também útil se conseguirmos adicionar, sempre que possível, às referências que fazemos, algum toque mais pessoal que possa ser valioso e tentar incluir o máximo de ligações possíveis para cada assunto.
Por exemplo, se aparece uma notícia relevante para o nosso nicho na Media tradicional, poderemos fazer um apanhado das notícias já publicadas sobre o assunto e publicar ligações para todas elas.
Estes Blogs não são geralmente muito comentados e não têm grande interacção com os leitores, que o vêem mais como uma ferramenta e um recurso do que uma comunidade e um ponto de encontro.
Opinião de Perito
Outra abordagem bastante utilizada é a de, sendo um profissional especializado numa determinada área, manter um Blog sobre o assunto onde, entre outras coisas, se vai comentando a actualidade do nicho.
Tipicamente, estes blogs são actualizados com menor frequência e contêm artigos bastante mais longos e marcados pela opinião e experiência do autor. Estes blogs são usados na sua maioria, como forma de criar ou manter uma imagem profissional dentro do tema. Não têm necessariamente muitas visitas mas são dos blogs com maior poder de influência.
Acontece frequentemente estes Blogs servirem como Ponto de Encontro entre interessados no tema e rolarem discussões muito interessantes nas secções de comentários.
Reviews
Em alguma áreas em que os temas e os nichos se prendem mais com produtos, surgem frequentemente Blogs de Reviews. São blogs em que as características dos novos produtos lançados naquela área são dissecadas e analisadas. Muitas vezes fazem-se comparações entre produtos semelhantes e analisam-se as vantagens e desvantagens e as utilizações mais adequadas a cada um deles. Quem diz produtos, pode dizer serviços.
Se é verdade que, lá por fora, e nos Blogs mais estabelecidos, existem alguns que se afirmam com esta abordagem, através de reviews sérias e completas, é também verdade que há muitos blogs que usam uma abordagem destas mas, na realidade, as Reviews não são realmente feitas e muitas acabam por ser feitas não de uma experiência própria mas através da reciclagem das experiências lidas por essa Web fora.
Tipicamente, estes blogs colocam-se nuns furos abaixo e dificilmente conseguem ter algum peso no nicho embora possam, em alguns casos, atingir um elevado número de visitantes para as reviews aos produtos e serviços mais populares, se houver algum esforço de SEO.
Para fazer um Blog sério de Reviews, é geralmente necessário ter uma equipa de diversos elementos que tenham disponibilidade de testar e experimentar os diversos produtos e serviços, não sendo portanto o modelo ideal para um Blog de uma só pessoa.
Misto
Muitos Blogs tentam uma abordagem mista em que vão usando as suas fontes para fornecer ligações
relevantes aos seus leitores e assim assegurar a regularidade da publicação, sendo alternada por artigos mais opinativos e mais pessoais em que o autor tenta mostrar o seu lado de perito ou profissional e eventualmente também com algumas reviews sérias, resultantes da experiência pessoal na utilização dos produtos e serviços.
Dependendo do tema e da proporção de um e de outro tipo de artigos, estes blogs são mais ou menos eficazes. Por um lado podem permitir uma forma de rentabilização que só a regularidade e o número elevado de visitas consegue, por outro, têm mais dificuldade em se assumir como peritos junto dos seus pares.
Estas abordagens não são, de todo, exaustivas e muitas outras formas, algumas bastante criativas e originais são utilizadas com muito bons resultados. Estas são, no entanto, as que me parecem mais populares.
January 28th, 2008 — Blogging, Guest Blogger
O Bruno convidou-me nestas ‘férias’ para que escrevesse um artigo como Guest Blogger sobre Blogs de Nicho. Achei o convite interessante e pensei logo em diversos pontos que queria tocar neste artigo, por isso mesmo optei por fazer uma série de artigos em vez de um só. Peço desculpa ao Bruno e aos seus leitores de tomar assim o espaço, mas esta série de artigos estender-se-á por toda a semana.
Antes de mais nada devo-me apresentar. Sou Sérgio Rebelo, Blogger, e mantenho, entre outros, o blog 2.5 do qual sei que o Bruno é leitor e comentador habitual. Publico também o Ponto Sapo, blog de Nicho sobre a Internet em Portugal, mais concretamente sobre as novidades e acompanhamento do maior portal português. Julgo que o Convite do Bruno para que escrevesse sobre o Tema se deve, em parte, ao Ponto Sapo.
A meu ver, a maioria das técnicas, cuidados e abordagens a ter nos Blogs de Nicho não são exclusivas dos Blogs de nicho, são válidas para a grande maioria dos Blogs.
Na realidade, ao falarmos de Blogs de Nicho estamos a falar de Blogs temáticos altamente especializados, mas a maioria dos Blogs já são temáticos. Muitas vezes têm mais do que um tema, de acordo com a experiência, envolvência e vontade dos seus autores, mas na essência falamos de publicações temáticas, muitas vezes focadas num nicho.
Os Blogs de Nicho podem assumir uma grande importância no panorama informativo especializado porque abordam temas que, dada a sua especificidade, não são cobertos pela media tradicional ou são relegados para colunas ou secções de publicações temáticas. Alguns Blogs acabam por se tornar referência para todos os que se interessam pelo nicho abordado. Os Blogs de Nicho exploram a Cauda Longa, cuja importância é cada vez mais reconhecida.
Os Blogs de nicho são também (ou deviam ser) fruto de desejo das Agências Publicitárias que têm neles, algo que se procurou sempre e sempre se continuará a procurar, que é a segmentização do Target. O preço de anunciar numa publicação temática (e quanto mais especializada for a publicação, mais isto é verdade) é bastante maior por cabeça do que numa publicação generalista. E isto acontece por uma simples razão: Sabemos a quem nos estamos a dirigir.