Entries Tagged 'Comunicação Social' ↓
March 8th, 2008 — Comunicação Social, Relações Públicas, eventos

O tema deste ano é “Social media and the future of PR: New ideas, new research, new business”. Já conhecia a conferência, mas o Zone41 foi o primeiro blog português a mencionar o assunto (que eu saiba pelo menos).
É uma conferência que engana porque não trata apenas de blogs. Fala-se de relações públicas e de como a web 2.0 muda o panorama de comunicação social.
O programa apresenta alguns bloggers que eu leio regularmente:
Seguindo a onda de Social Media, a euroblog deste ano espalhou-se por uma série de canais. Começando no blog, estendeu-se a um grupo no facebook e transformou-se num mapa com a lista de quem vai à conferência.
Não sei como foi a participação portuguesa nos anos anteriores. Quanto a mim, já tenho a viagem marcada! Começando quinta espero escrever alguns relatos da conferência.
January 18th, 2008 — Comunicação Social, Relações Públicas
O blog Estado da Arte foi actualizado no final do Encontro do Departamento de Comunicação Organizacional da ESCS.
A actualização é a publicação de uma carta aberta para uma melhor comunicação no campo da Justiça que pode ser lida em PDF.
O post evidencia parte do texto:
As relações públicas agem sobre a compreensão do papel dos diferentes actores do processo da justiça e sobre as modificações necessárias para os cidadãos se tornarem actores de comportamentos mais justos quer por se recusarem a legitimar os julgamentos em praça pública, por agirem no estrito cumprimento e respeito pela lei ou por advogarem em favor da mudança de leis injustas.
Este género de medidas torna-se importante também por causa da discussão que se gerou em Portugal acerca do segredo de Justiça e da Reputação das Autoridades Portuguesas. Especialmente durante o desaparecimento da Maddie.
Encontram mais sobre o tema da Madie no PR Conversations.
January 4th, 2008 — Blogging, Comunicação Social, Jornalismo, Relações Públicas, gestão de crise, público externo
O Carlos Duarte mostrou-me este post:
Automakers Blog to Make Their Point, Connect With Customers
When Chrysler CEO Bob Nardelli didn’t like the negative stories being written about the automaker in the business press over the past couple of weeks, he didn’t write nasty letters to the editor that may or may not have been published. He didn’t call a press conference to discredit the reports.
He blogged.
Muitas companhias não chamam os jornalistas à atenção quando estes cometem erros ao publicar notícias. Medem o peso da publicidade negativa e só recorrem ao direito de resposta quando acham que vale a pena.
A razão para fazer isto é porque não querem hostilizar os jornalistas. Temem que estes reajam mal ao ser chamados à responsabilidade e não publiquem mais notícias a respeito da empresa.
Já os bloggers têm tendência a mostrar uma postura diferente e mais positiva.
Dai que esta medida da Chrysler possa ser bastante arrojada. Não por se apostar nos blogs, mas por se colocar os jornalistas fora da equação. Alguns podem ver essa atitude como sinal de agressividade.
No mesmo artigo, fala-se da postura do relações-públicas da Chrysler:
Actually, the first blog Chrysler launched is The Firehouse, named after The Firehouse pub Chrysler operates during the Detroit auto show press days. Initially, it was mainly devoted to the viewpoints of one employee: Jason Vines, the company’s public-relations vice president who recently resigned apparently due to disagreements with Nardelli. Vines always enjoyed wrangling with journalists and others around what Chrysler was doing, what its executives were saying and what was developing in the industry, and The Firehouse – an invitation-only blog aimed at news-media representatives – gave him an unprecedented platform.
November 29th, 2007 — Blogging, Comunicação Social, Jornalismo, Relações Públicas
Para que ainda não sabe ou apenas tem uma ideia vaga do que são spin doctors, recomendo novamente o podcast de Ira Basen - The Century of Spin.
Para quem se sente familiarizado com o conceito, a pergunta é : então de que modo é que a ideia de spin doctors pode afectar a blogosfera?
A minha proposta para responder pode ser exemplificada no relato que o Marco fez da exposição de Guillermo Habacuc Vargas.
Neste caso, foi proclamada a morte de um cão em nome da arte. Houve reacção dentro e fora dos blogs, até que se percebeu que a exposição era encenada e o cão era alimentado quando a galeria fechava. Neste caso os bloggers não tinham forma de confirmar a informação que recebiam e apenas a ecoavam com comentários pessoais.
Os bloggers são uma grupo muito variado, mas muitos não são formados em comunicação quanto mais jornalismo. Não quero dizer que esta característica seja essencial para ser blogger. O meu argumento é que um blogger com formação em jornalismo está menos vulnerável a técnicas de spin. Pelo menos em teoria, mesmo os jornalistas com anos de experiência fazem formação para lidar melhor com o spin.
A diferença principal entre o spin para jornalistas e o spin para bloggers esta na agenda e na pressão do ciclo editorial. Um jornalista tem prazos a cumprir, os bloggers só se apressam quando querem apanhar a onda de tráfego criada pela agenda da blogosfera.
Além disso, um blogger influente tem tendência a não se relacionar tanto com os relações públicas. Queixam-se principalmente de que os relações públicas lhes enviam material que não tem relevância para o seu blog. Curiosamente é uma das principais queixas dos jornalistas. Mas uma morada de e-mail é sempre mais fácil de bloquear do que um número de telemóvel ou de contacto com a redacção.
As formas de fazer spin para os bloggers vão passar por aproveitar os temas quentes da blogosfera ou por criar pseudo-eventos (como foi o caso da exposição de Habacuc). E por conhecer bem os bloggers influentes para lhes dar informação privilegiada e de confiança.
Este modelo de spin na blogosfera tem em conta o perfil dos bloggers como Information Jockeys. Uma ideia do Mário Andrade no MuioMuio.
November 27th, 2007 — Comunicação Social, Relações Públicas, seo
Este estudo que encontrei graças ao Media, Strategy and Intelligence é o resultado de um inquérito a jornalistas.
As perguntas não se concentraram só na relação entre as empresas e os media. A maioria questiona a relação entre os jornalistas e as tecnologias de informação.
A maioria das queixas está no uso dos sites de empresas. Seja por ser difícil encontrar os contactos do press office, ou porque há pouca informação. E quando há chega a ser difícil encontrá-la.
Eu consigo perceber porquê. Temos de nos lembrar que o site de algumas empresas são projectos que já existem há vários anos. Não trazem a versatilidade dos novos sistemas de conteúdo, estão muito interligados com a intranet e ainda organizam o conteúdo de modo hierárquico.
Entra em jogo a dinâmica de SEO e Relações Públicas que o Sérgio Rebelo defendeu neste post e que antes já tinha sintetizado da seguinte forma:
Eu tenho uma visão mais ampla e para mim o SEO inclui o SEO clássico (para os motores de pesquisa), o SMO (Social Media Optimization) e as Relações Públicas, que têm a ver com a forma como tu abordas e manténs os teus leitores/clientes. tudo isto no sentido de maximizar as visitas ao teu site, independentemente da motivação financeira, fama, etc.
E nesta sequência de ideias, o Strategic Public Relations refere que as Relações Públicas não estão a aproveitar bem as oportunidades que o SEO cria no que diz respeito ao envolvimento dos visitantes.
November 19th, 2007 — Comunicação Social, Web e Tecnologia
Só gostava de saber, até que ponto este tipo de estudos sobre a forma como lemos conteúdos online são tidos em conta?
É que a maioria dos sites de jornais não parece seguir as conclusões destes estudos de usabilidade.
September 12th, 2007 — Comunicação Social, Relações Públicas
Baseado em factos veridicos, o blog Bitaites traçou a caricatura do clima entre os jornalistas portugueses, franceses e ingleses que acompanharam o desaparecimento de Madeline McCann.
No meio do texto, e porque este blog trata de relações públicas, achei curiosa a postura da porta voz dos McCann.
A porta-voz dos McCann, que devia informar todos os jornalistas do que não se estava a passar, como era hábito, começou a fazer panelinha com os ingleses, encontrando-se com eles às escondidas. Marginalizados por estrangeiros no nosso próprio país? Só podia dar molho.